Evite gafes nas comemorações corporativas de fim de ano

O final de ano está aí, e com ele vem amigo-secreto
do escritório, churrasco de comemoração na chácara
do chefe, bebida à vontade, festinhas corporativas... Cuidado!
Mesmo em clima de confraternização, cometer gafes nesses
momentos pode ser prejudicial à carreira. “Infelizmente,
são nessas festas que, se a empresa tem alguma ressalva contra
o funcionário, o seu comportamento pode contribuir muito para sua
permanência”, comenta Ana Paula Lisboa, Sócia Proprietária
da Positiva RH. Para ela, a maioria das ‘mancadas’ se dá
por causa da boca-livre. “O excesso de bebida e comida costuma ser
uma combinação explosiva e perigosa”. Exceder-se,
portanto, além de ser deselegante com quem oferece a recepção,
configura total descontrole por parte do funcionário.
No entanto, existem algumas saias-justas que escapam ao controle dos
profissionais. É o caso da analista de marketing, Patrícia
A.*. Há cinco anos, na época em que era assistente de marketing
em uma grande empresa de Internet, ela se viu em uma tremenda arapuca.
O relacionamento da equipe com a gerente da área não andava
muito bem. Para piorar, o time ganhou um novo diretor, decidido a mudar
toda a dinâmica do trabalho. “O clima estava péssimo
e a gerente, na tentativa de amenizar a situação, praticamente
obrigou que todos participassem do amigo secreto de final de ano. Foi
horrível”.
Como desgraça pouca é bobagem, Patrícia pegou de
amiga secreta a própria gerente. “Incomodada, quis trocar
com um colega e, azar dos azares, acabei pegando o novo diretor”.
O ápice da tragédia aconteceu na hora da entrega dos presentes:
sem saber o que dizer a respeito do amigo secreto e querendo quebrar o
gelo, a analista soltou um... “Meu amigo secreto é o boss...”.
O problema é que de tão nervosa o som saiu de forma estranha,
de maneira que a pronúncia pareceu a de outra palavra, em português,
e um tanto indelicada. “No dia seguinte ele nem olhou na minha cara”.
Para Ana Paula, o melhor a fazer nessas situações é
desculpar-se logo na primeira hora do dia seguinte. “Tratar o assunto
de frente ainda é a melhor opção e evita aumentar
ainda mais as fofocas de corredor”.
Para muitos, quando essas coisas acontecem, a vontade é de sair
correndo, mas segundo a consultora o ideal é ao menos tentar cumprir
a programação do evento. Foi isso que o consultor de tecnologia,
Claudir Segura, não conseguiu fazer. No final de 1989, recém
contratado para assumir um cargo de gerência de produtos em uma
multinacional de produtos de limpeza doméstica, ele foi pressionado
pelos colegas a participar da festa de final de ano promovido pela agência
de mídia que atendia a companhia. “Todo ano a agência
chamava os seus principais clientes e preparava um evento com direito
a sorteio de algum brinde”, diz.
Naquela noite o prêmio era um televisor 14 polegadas. Dentre as
cerca de 30 pessoas presentes na festa, Segura foi o sorteado. Na hora
de pegar a TV perdeu o equilíbrio e pisou com força no pé
de uma mulher que, até hoje, ele não sabe dizer se era a
esposa do dono da agência ou outra cliente importante. “Ela
gritava de dor, as pessoas me olharam com reprovação. Eu,
que já estava ao lado da TV, fiquei na dúvida se pegava
a TV ou ajudava a mulher”. Ele optou pelo eletrodoméstico.
Constrangido, Claudir agradeceu pelo prêmio, deu dois minutos e
procurou a saída mais próxima.
As gafes das empresas
Mas se você pensa que as gafes são exclusivas das equipes,
está enganado. A empresa também pode cometer uma gafe grande
se não souber qual o tipo de comemoração é
a mais adequada para sua população interna. “Se uma
companhia possui grande contingente de jovens e contrata o grupo Jota
Quest, perfeito, mas o efeito não será o mesmo em uma empresa
com um público acima dos 30 anos, por exemplo”, explica Andréia
Huggard Caine, Sócia da Huggard Caine, consultoria de RH.
Atento a esse detalhe é que o gerente e coordenador de responsabilidade
social da Riachuelo, Rogério de Oliveira, tem optado por realizar
o tradicional churrasco de final de ano. “Fazemos isso há
mais de 25 anos, pois dos nossos 13 mil funcionários, 60% são
jovens entre 18 e 35 anos, que adoram esse tipo de evento”, afirma.
Como o número de colaboradores é grande e as lojas não
podem fechar todas de uma só vez, cada filial recebe uma verba,
que varia de acordo com o fechamento do ano e cabe ao gestor definir os
detalhes da comemoração.
Por se tratar de um grupo mais jovem, a forma que o RH encontrou para
driblar os excessos, principalmente com bebida, foi por meio do diálogo.
“Os eventos são divulgados na Intranet e, geralmente, distribuímos
pulserinhas e camisetas padronizadas para as pessoas entrarem na festa.
Aí aproveitamos esses momentos para alertá-los dos excessos”.
Veja a seguir algumas dicas para fazer bonito nas comemorações
de final de ano:
Roupa – se for de dia, roupas casuais. Se o evento
for à noite os trajes devem ser sociais, mas não de festa,
com poucos brilhos e excessos.
Bebidas – Beba socialmente.
Se tiver comidinhas – Participar das refeições
é de bom gosto, mas não se obrigue a comer algo que não
gosta apenas por estar em uma festa da empresa. Coma apenas o que quiser.
Atenção com as quantidades.
Comportamento – Social para não errar nunca!
Trate como gostaria de ser tratado. Cuidado com abraços e beijos
muito "calorosos", com piadas de baixo calão e excesso
de informalidade no trato.
Posso levar um amigo? – Não. Apenas familiares
se o convite for extensivo a eles, caso contrário, vá só.
Seus colegas de trabalho lhe farão companhia.
Um amigo passou da conta – Dê um toque discreto
e procure evitar que ele dê baixaria.
Familiares – O intuito de levar a família
é a interação, esforce-se para não se isolar
com a família toda, pode parecer que vocês não querem
se misturar.
O tal do amigo secreto – Cuidado com presentes
muito íntimos: lingerie, pijamas, maquiagem, perfumes. Livros e
CDs são excelentes opções. Dar presente caríssimo
(acima das possibilidades) para o chefe também não soa bem:
pode parecer bajulação.
*O nome foi ocultado a pedido da fonte
Fonte: canalrh.com.br
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