Conversa Pessoal
Ano VI - Número 69 - agosto - 2006

Comportamento
Por: Daniela Soares

O bom uso dos elevadores

Foto do interior de um elevador

Preocupamos-nos com boas maneiras no trabalho ou à mesa, então porque não fazer o mesmo nos elevadores? O uso dos elevadores é rotina para quem trabalha nos andares mais altos do Anexo I. E algumas atitudes simples como só chamar quando já estiver saindo da sala ou apertar apenas um botão – descer ou subir - podem melhorar nosso dia-a-dia.

Outra regra básica é ter paciência. No Senado são quatro elevadores, sendo dois destinados ao público em geral e outros dois privativos. Como a circulação diária de pessoas na Casa é intensa, há um controlador de tráfego na recepção do prédio para coordenar a movimentação dos elevadores, que trabalha de acordo com o número de pessoas e a localização dos elevadores nos andares. Além de acompanhar eletronicamente as chamadas na sala de serviço de elevadores.

Segundo o Serviço de Elevadores, a melhor forma de fazer o chamado é por meio dos botões externos, nos corredores. No entanto, se ainda assim houver demora, a solução é ligar no ramal 3399.

Aurino Ribeiro Alves, funcionário terceirizado da Secretaria de Recursos Humanos, que trabalha com entrega e recebimento de documentos, além da distribuição de materiais, conhece bem este funcionamento. Ele sobe e desce no anexo I em média quinze vezes por dia. Em início de mês, quando a demanda de trabalho é maior, Aurino chega a encarar vinte subidas e descidas ao dia. “Já esperei e vi o elevador subir várias vezes e não descer. Daí, resolvi esperar dentro do elevador, subi todos os andares, pois só assim tive a certeza que ia descer”, conta.

O controlador de tráfego explica que pode acontecer do elevador subir e não descer. A explicação: a prioridade é obedecer a maior demanda e só depois as chamadas individuais – por andar. O elevador também pode passar direto se a lotação máxima estiver completa quando passar pelo andar. Uma outra sugestão bastante útil é usar as escadas quando for se deslocar para andares próximos. Você economiza o tempo de espera e sua saúde agradece.

Usuários dos elevadores deram idéias para o aperfeiçoamento do serviço. A primeira sugere que um elevador suba até o 14º andar enquanto o outro vá até o restante do Anexo. O bom senso, também pode melhorar o uso do veículo, como por exemplo, apressar-se para entrar no elevador. Não é elegante segurar a porta para continuar a conversa ou responder a alguém no corredor. Também não é agradável atender o celular, pois geralmente o sinal é ruim, o que faz a pessoa levantar a voz, gerando certo constrangimento para quem está ao lado. Outra dica é esperar com calma as pessoas descerem para só então você entrar.

Atenção! Não pense que elevador é local apenas para gafes. Histórias engraçadas ou reencontro de pessoas são comuns. Welington Ferreira, ascensorista há seis anos do Senado, lembra de uma situação inusitada. “Estávamos no elevador, um estagiário e um servidor das Forças Armadas – Aeronáutica – quando começamos a sentir uns impactos. Descia travando. Para descontrair o ambiente que estava tenso, perguntei se eles sabiam pular de pára-quedas. O servidor ficou apavorado e disse que era engenheiro e que mesmo sendo da aeronáutica não entendia desse assunto. O estagiário também ficou com medo”, contou. O acontecimento durou poucos minutos mas ficou na lembrança deles. “Até hoje quando o servidor entra no elevador, ele me pergunta sorrindo: cadê o pára-quedas”.

Dica prática para quem usa elevador

Dez mandamentos para usar bem o elevador

 



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