Segredos da Longevidade -
Regras que valem para sempre

Entre “Vejas”, “Caras” e “Istoé” o servidor aposentado
Guilherme Salgueiro, caminha de sala em sala, andar por andar, com suas
revistas e com muito bom humor pelo Senado Federal. Essa é a rotina do
Sr. Guilherme – assim ele é conhecido na Casa – há mais de 23 anos. Ele
é um verdadeiro exemplo de que, aposentar e envelhecer não significa,
necessariamente, perder qualidade de vida.
Esta busca pelo envelhecimento saudável é cada vez mais constante já que as pessoas estão vivendo mais. No Brasil, por exemplo, a expectativa de vida subiu. É de 64 anos para homens e 72 para mulheres. Hoje a preocupação não é quantos anos se irá viver, mas, sim, de que forma esse tempo será vivido, em que estado de saúde e de espírito.
Ainda que enfrente as limitações do organismo – que normalmente fica mais lento após os 60, e ele têm 88 - Sr. Guilherme tem muita disposição e vontade de viver. Apesar de ser proprietário de uma banca de jornais, na 116 Sul, ele prefere fazer as vendas e as entregas de mão em mão. “Para ir até o 21º andar não pego o elevador. Vou de escada”, conta. E se você pensa que ele se cansa nas caminhadas, está enganado: “Só me canso se eu não estiver trabalhando”.
É o que os profissionais de saúde chamam de idade biológica. O que pode ser traduzido na real condição do organismo, que muitas vezes é diferente da data de nascimento – cronológica. No livro “Idade Biológica – Comportamento Humano e Renovação Celular”, das médicas Maria Lúcia dos Santos e Eliana Pyhn, as especialistas explicam que, quanto menor a idade cronológica mais jovem estará este organismo, do ponto de vista biológico. As autoras chamam a atenção para o fato de que a idade biológica não está ligada somente à aparência física, mas às condições internas do corpo como a situação de cada órgão e características genéticas.

Os quase 90 anos não impedem que Sr. Guilherme acorde todo o dia às 5h da manhã e só pare para almoçar. O passatempo preferido é passear. E claro a família está em primeiro lugar, adora fazer compras para a casa. Hábitos simples como estes contribuem para a longevidade. O segredo deste aposentado que veio para Brasília ainda na época da inauguração do Congresso Nacional, é alegria. “Convivo com todos do Senado há anos e não tenho inimizades. Meus fregueses tornaram-se meus amigos”, conta.
Algumas medidas são muito benéficas e podem acabar virando regras para longevidade, e o bom humor, claro, está entre elas. Entretanto, outros hábitos e atitudes não podem ser deixados de lado:
- beber ao menos oito copos de água por dia, para hidratar a pele, facilitar a eliminação das toxinas e o funcionamento dos intestinos;
- aumentar o consumo de hortaliças cruas na dieta, elas contêm fibras que ajudam no controle do colesterol, além de serem fontes de nutrientes;
- ingerir peixes ricos em ômega 3 e frutas ao natural;
- dormir de 7 a 8 horas por dia para repor as energias.
Neste programa pelo antienvelhecimento não se deve esquecer que a meditação ou a religião trazem mais bem-estar. Respeite seu corpo e ele vai agradecer em dobro.
Alimentação Mediterrânea - a dieta da longevidade
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