Ao comentar matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense, sobre o valor dos salários dos diretores-executivos da Petrobras, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) cobrou, em discurso nesta quinta-feira (25), a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras já na próxima semana.
O senador criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por autorizarem reajustes de até 90%, entre 2003 e 2007, para a diretoria-executiva da Petrobras.
- É evidente que dirão: 'Mas isto é legal'. Não há dúvida, deve ser legal; afinal os atos foram praticados em função de normas estabelecidas pela empresa, com o aval do Poder Executivo, já que quem preside o Conselho da Petrobras é a ministra da Casa Civil. Nós não estamos discutindo a legalidade: nós estamos questionando a moralidade - afirmou.
Para o senador, a necessidade da CPI estaria mais do que justificada pela várias irregularidades na administração da estatal reveladas pelas operações Águas Profundas, Royalties e Castelo de Areia realizadas pela Polícia Federal. Ele observou, no entanto, que o fato de os governistas terem se colocado contra a instalação da CPI, retardando o início dos trabalhos, "ofereceu espaço para que novas denúncias surgissem".
- São fatos relevantes que justificam investigação em profundidade, para a necessária responsabilização civil e criminal, se os ilícitos forem confirmados. A CPI tem a função de colocar o mal à luz para chegar ao conhecimento da população, que pressiona e exige providências - disse ele, referindo-se a denúncias de superfaturamento e pagamentos indevidos nas obras da refinaria de Pernambuco e na construção de plataformas para exploração de petróleo em alto mar.