Argumentos favoráveis ao voto obrigatório

Argumentos favoráveis ao voto facultativo 

Voto é um poder-dever: O ato de votar, na opinião de muitos doutrinadores, constitui um dever e não um mero direito. A essência desse dever está na ideia da responsabilidade que cada cidadão tem para com a coletividade ao escolher seus mandatários.
Voto é um direito e não um dever: O voto caracteriza-se mais como um direito subjetivo do cidadão do que um dever cívico. Para ser pleno, deve compreender tanto a possibilidade de se votar, quanto a liberdade de abster-se de votar, sem qualquer sanção do Estado.
Participação da maioria dos eleitores: Pleito em que a maioria dos eleitores vota tem maior legitimidade e evita alegação pelos derrotados nas urnas de que o resultado eleitoral não corresponde à vontade dos eleitores.
É adotado por muitos países desenvolvidos: O fato de a maioria dos países que praticam a democracia representativa não obrigarem seus cidadãos a irem às urnas não os torna mais frágeis.
Exercício do voto é fator de educação política: A participação constante do eleitor no processo eleitoral torna-o ativo na determinação do destino da coletividade a que pertence. Já a omissão do eleitor pode tornar ainda mais grave o atraso sócio-econômico das áreas pobres.
Incentiva participação de eleitores conscientes e motivados: Os defensores da não-obrigatoriedade acreditam que o voto dado espontaneamente é mais vantajoso para a definição da verdade eleitoral. O eleitor que comparece às urnas contra a vontade, apenas para fugir às sanções previstas pela lei, não está praticando um ato de consciência
Estágio atual da democracia brasileira ainda não permite o voto facultativo: O país ainda enfrenta injusta distribuição da riqueza, o que se reflete no nível de participação política de segmentos sociais que desconhecem seus direitos de cidadãos. O voto constitui, nessas circunstâncias, forte instrumento para manifestação de vontade política.
É mito a participação eleitoral da maioria em virtude do voto obrigatório: Não é legítima a participação obtida mediante constrangimento legal. O fato de o eleitor ir a uma seção eleitoral não significa que ele está interessado nas propostas dos candidatos e dos partidos políticos.
Tradição brasileira e latino-americana é pelo voto obrigatório: Os países mais importantes da América Latina, em termos de população e riqueza, adotam o voto obrigatório.
É ilusão acreditar que voto obrigatório possa gerar cidadãos politicamente evoluídos: o eleitor não se transforma em um cidadão conhecedor do seu poder de intervenção na sociedade pelo simples fato de escolher um candidato. Se há desinteresse dos eleitores em participar do processo eleitoral, cabe aos partidos políticos cativar essas pessoas para suas propostas.
Benefícios são superiores aos custos: Trata-se de uma imposição estatal bem assimilada pela população. O fim do voto obrigatório significaria ganho irrisório de liberdade individual, constituindo, porém, em perda substancial da participação dos cidadãos no processo eleitoral.
Preparo para o voto facultativo: O Brasil tem hoje 80% de sua população morando nas cidades, com fácil acesso aos meios de comunicação de massa e com informações sobre as diferentes regiões brasileiras e os outros países. Considerar que o eleitor brasileiro é despreparado revela elitismo antidemocrático.