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Data: 19/06/2012     Fonte: Zero Hora - Internet

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ROSANE DE OLIVEIRA - Página 10

Feijoada com Maluf
O que dizer de uma aliança que une o ex-presidente Lula e o deputado e ex-governador Paulo Maluf? Não haverá de ser a afinidade ideológica a liga dessa junção que, em outros tempos, os petistas julgariam inimaginável, e Maluf, impossível. Lula, que já se definiu como uma metamorfose ambulante, foi à casa de Maluf, no Jardim Europa, para abençoar a aliança do PP com o PT em torno da candidatura de Fernando Haddad. Por um minuto e 35 segundos a mais no tempo de rádio e TV de Haddad, Lula mandou às favas os escrúpulos de consciência, como diria Jarbas Passarinho, e foi à feijoada na casa de Maluf.
Ex-inimigos, os dois se aproximaram durante o governo Lula, mas a visita de ontem teve ares de rendição e sinais de constrangimento. Nenhuma foto foi postada no site do Instituto Lula, mas a imagem do aperto de mão, distribuída pelas agências, correu o mundo pela internet e valeu por mil palavras.
Petistas mais ortodoxos acusaram o golpe. "Aliança Haddad/Maluf não é um problema moral, é um grave erro político, é deixar-se seduzir pelo abraço do afogado. Só Maluf tem a ganhar", escreveu no Twitter o secretário gaúcho da Habitação, Marcel Frison.
Normalmente falante, Lula evitou dar declarações. Com a palavra, Maluf produziu algumas pérolas da retórica. Disse que esta é uma aliança "por amor a São Paulo". Para justificar a aliança entre ex-adversários que se odiavam tanto e entre partidos situados em polos opostos no campo ideológico, Maluf disse que não existe mais divisão entre esquerda e direita.
Com o apoio do PP, Haddad terá 7min39seg na propaganda eleitoral, um minuto a mais do que seu principal adversário, o ex-governador José Serra (PSDB). O preço? Até agora só se fala de uma secretaria no Ministério das Cidades, mas quem conhece Maluf duvida que seja só isso.
Em defesa própria, os petistas dizem que José Serra lutou pelo apoio de Maluf. É verdade, mas isso não torna a aproximação mais palatável aos antimalufistas. Recém anunciada como candidata a vice, a ex-prefeita Luiza Erundina (PSB) ameaçou abandonar a chapa e abriu a primeira crise na aliança.

TRANSFERÊNCIA DE VOTOS
Confirmado o apoio do DEM à candidatura de José Fortunati (PDT), em reunião ontem à tarde, o desafio, agora, passa a ser a transferência dos votos do deputado estadual Paulo Borges ao prefeito.
Em recentes pesquisas, o parlamentar do DEM era o preferido de quase 10% dos entrevistados. Sem deixar de valorizar o próprio passe, Paulo Borges diz que a adesão do DEM a Fortunati e a transferência dos seus votos poderão ser determinantes para liquidar a eleição logo no primeiro turno.
- Nas conversas que tivemos até agora com o PDT, ficou o indicativo de que eu terei participação efetiva na campanha e nos programas de TV. A ideia é fazer essa transferência - diz o deputado.

Devolução das BRs
Às 10h de hoje, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, e o secretário de Infraestrutura, Beto Albuquerque, informarão ao ministro dos Transportes, Paulo Passos, que o Rio Grande do Sul quer devolver à União os 2 mil quilômetros de estradas federais repassadas ao Estado e concedidas à iniciativa privada.
- Vamos comunicar agora para dar tempo à União de definir o que fazer com as suas estradas a partir do fim dos contratos - diz Pestana.
Pestana vai informar ao ministro que, com a criação da EGR, os pedágios nas estradas estaduais serão transformados em comunitários no final dos atuais contratos, em 2013.
Reclamações da Secretaria de Obras por conta do suposto atraso na emissão de licenças ambientais para a elaboração de projetos de construção de quatro barragens no Estado não foram digeridas pela direção da Fepam. Dois pedidos completaram ontem uma semana de tramitação e, assim como os outros dois casos protocolados há mais tempo, estão incompletos, sem a documentação básica exigida.
- A Fepam muitas vezes é a Geni. Se joga tudo na conta da Fepam - reagiu Fernando Niedesberg, presidente do órgão ambiental.

Próximos capítulos
Engana-se quem pensa que a aprovação do aumento da contribuição para 13,25% encerra a novela da previdência dos servidores públicos. Pelo contrário, uma nova fase do debate está começando.
O governador Tarso Genro vai abrir uma discussão no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social sobre a previdência complementar aprovada no Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff.

PT apoia
Embora o Piratini entenda que o Fundoprev, criado no ano passado, resolve o problema previdenciário dos novos servidores, no Conselhão e na base aliada do governo há quem considere mais justo o sistema complementar, semelhante ao regime geral da previdência, em que o Estado garante a aposentadoria até um limite, e os que desejam ganhar mais pagam um plano complementar.
Na assembleia, a bancada do PT é entusiasta da ideia.
- O aumento da alíquota é um paliativo que vai levar décadas para resolver o déficit brutal da previdência. O melhor seria construir uma saída semelhante à do governo federal - diz o deputado Raul Pont.
O PHS selou, ontem à noite, o apoio à candidatura de Manuela D"Ávila (PC do B) em Porto Alegre.
Para apoiá-la, a sigla retirou a candidatura de José Francisco Mallmann, ex-superintendente da Polícia Federal e ex-secretário de Segurança. Na proporcional, o PHS se coligará com PSB e PSC.

ALIÁS
Líderes nacionais do PR estarão em Porto Alegre na quinta-feira para anunciar apoio à candidatura de Adão Villaverde (PT). O coronel Arlindo Bonete (PR) poderá ser indicado à vaga de vice do petista.

MIRANTE
- Em Brasília, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, terá encontro com o ministro do Desenvolvimento Econômico, Fernando Pimentel, para tratar das barreiras argentinas.
- Correção: O ex-deputado Francisco Appio será vice de José Aquiles Sussin, candidato a prefeito de Vacaria, e não de Valmir Susin como publicado na edição de ontem.

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