Reeleição de prefeitos deve ser mantida para 2000

BRASÍLIA. Pelo menos no ano que vem, os prefeitos deverão sentir o gosto de disputar a reeleição. O projeto de emenda constitucional que acaba com a reeleição nos municípios dificilmente será aprovado. Dois fatores fazem os parlamentares apostar nisso: o pouco tempo que resta para a aprovação de uma emenda e o desinteresse que deputados e senadores terão em votar o projeto fora da reforma política. A proposta que impede a reeleição dos prefeito, de autoria do senador José Eduardo Dutra (PT-SE), aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Depois, deve seguir para o plenário, onde precisará ser aprovada em dois turnos, com os votos de, no mínimo, 49 senadores. Se a proposta passar elo Senado, seguirá para a Câmara, onde também terá que ser submetida a duas votações no plenário, com os votos de pelo menos 308 deputados, em dois turnos. Antes de ir ao plenário da Câmara, porém, precisa ser analisada pela CCJ e por uma comissão especial. - Não há sentido em votarmos uma emenda constitucional exclusiva para os prefeitos. Temos de pensar é na reforma política - disse o senador Ramez Tebet (PMDB-MS), presidente da CPI do Judiciário. Para o deputado Waldomiro Fioravante (PT-RS), a emenda deverá fracassar porque os prefeitos impedirão sua aprovação: - Sou totalmente contrário à reeleição, em qualquer nível, mas estou consciente de que esta emenda não passa. Simplesmente porque os prefeitos, a quem os deputados devem favores, não permitirão que vá adiante - disse Fioravante.