Panorama Político

O PPS busca saídas
O PPS, partido que sucedeu ao velho PCB e que, na eleição presidencial de outubro, ficou em terceiro lugar, com Ciro Gomes, quer viver em constante transformação. Seus dirigentes esperam apenas a posse do novo Congresso para iniciar uma peregrinação pelo Brasil, atrás da adesão de parlamentares, de prefeitos e até de governadores. O partido quer tornar-se uma alternativa democrática de esquerda para 2000 e 2002. As viagens pelo país afora serão feitas pelo presidente do PPS, senador Roberto Freire (PE), e pelo ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, hoje um nome conhecido em todos os estados, com ampla aceitação na juventude. Roberto Freire conta que, desde o congresso de criação do PPS, em 1991, o partido tem como proposta tornar-se uma força política democrática de esquerda, que aceita discutir as mudanças e até o próprio nome. - Nós não queremos ser o Partido Popular Socialista a vida toda. Queremos ser a alternativa para um determinado setor democrático deste país. Manter ou não o nome de PPS vai depender das pessoas que manifestarem desejo de entrar no partido. Pode ser que alguns venham com propostas novas que até nos obriguem a mudar de nome. Não há problema algum - diz Freire. Para os dirigentes do PPS, a primeira possibilidade prática de crescimento de uma força democrática de esquerda ocorreu quando Ciro Gomes tentou entrar no PSB. Acontece que o ex-governador Miguel Arraes vetou a entrada de Ciro Gomes no Partido Socialista. Com isto, o PPS não pôde propor a pretendida aliança com o PSB. Pelo contrário, teve de oferecer abrigo a Ciro Gomes, enquanto tentava atrair outros partidos de esquerda. Mas a hegemonia do PT dentro da esquerda fez com que Ciro Gomes se tornasse candidato de uma coligação muito pequena, formada apenas pelo PPS e pelo PL, que nem é de esquerda. As forças esquerdistas juntaram-se em torno de Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, Roberto Freire acha que a hora é de pensar em crescer, de aumentar a bancada no Congresso e fechar alianças. O PPS busca saídas O PPS, partido que sucedeu ao velho PCB e que, na eleição presidencial de outubro, ficou em terceiro lugar, com Ciro Gomes, quer viver em constante transformação. Seus dirigentes esperam apenas a posse do novo Congresso para iniciar uma peregrinação pelo Brasil, atrás da adesão de parlamentares, de prefeitos e até de governadores. O partido quer tornar-se uma alternativa democrática de esquerda para 2000 e 2002. As viagens pelo país afora serão feitas pelo presidente do PPS, senador Roberto Freire (PE), e pelo ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, hoje um nome conhecido em todos os estados, com ampla aceitação na juventude. Roberto Freire conta que, desde o congresso de criação do PPS, em 1991, o partido tem como proposta tornar-se uma força política democrática de esquerda, que aceita discutir as mudanças e até o próprio nome. - Nós não queremos ser o Partido Popular Socialista a vida toda. Queremos ser a alternativa para um determinado setor democrático deste país. Manter ou não o nome de PPS vai depender das pessoas que manifestarem desejo de entrar no partido. Pode ser que alguns venham com propostas novas que até nos obriguem a mudar de nome. Não há problema algum - diz Freire. Para os dirigentes do PPS, a primeira possibilidade prática de crescimento de uma força democrática de esquerda ocorreu quando Ciro Gomes tentou entrar no PSB. Acontece que o ex-governador Miguel Arraes vetou a entrada de Ciro Gomes no Partido Socialista. Com isto, o PPS não pôde propor a pretendida aliança com o PSB. Pelo contrário, teve de oferecer abrigo a Ciro Gomes, enquanto tentava atrair outros partidos de esquerda. Mas a hegemonia do PT dentro da esquerda fez com que Ciro Gomes se tornasse candidato de uma coligação muito pequena, formada apenas pelo PPS e pelo PL, que nem é de esquerda. As forças esquerdistas juntaram-se em torno de Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, Roberto Freire acha que a hora é de pensar em crescer, de aumentar a bancada no Congresso e fechar alianças.
Falta de interesse
Os deputados Alexandre Santos (PSDB) e Laura Carneiro (PFL) são os representantes do Rio de Janeiro na Comissão de Orçamento. O terceiro, Francisco Dornelles, é hoje ministro, mas ajudou, de sua posição, a garantir mais verbas para o estado. Em seu discurso-desabafo, depois de virar a noite, Laura Carneiro cobrou a ausência dos senadores do Rio, que lá nem apareceram. Até pediu ao senador Ney Suassuna, eleito pela Paraíba mas morador do Rio, que tome o estado em adoção.