Veríssimo

Outro mistério
Repetiu-se em Brasília o mistério da final da Copa na França. Esqueça o Ronaldinho - o que houve com o Efe Agá? O que explica o seu fraco desempenho justamente no momento em que mais se esperava dele? O discurso chocho, as palavras mal articuladas, o desânimo? A ponto do ACM, como um Dunga auto-investido, ser obrigado a tentar animá-lo aos gritos? Meu Deus, até o Estadão notou. Como no caso do Ronaldinho, nunca saberemos o que realmente aconteceu. Que drama se desenrolou nas horas que antecederam a entrada do presidente no Congresso para ser empossado pela segunda vez. Será verdade que o doutor Lídio Toledo foi convocado às pressas, dada a sua experiência no caso anterior, e embora encontrasse o Efe Agá dizendo coisas desconexas, como a ênfase do seu segundo mandato na área social, quando se sabe que para fazer o ajuste ordenado pelo FMI a área social será a mais sacrificada, receitou apenas um chazinho e bolacha Maria? Quando se certificaram que Efe Agá não sabia o que dizia e pensava que estava sendo recoroado rei da Noruega, mandaram mesmo localizar o Marco Maciel - o que é sempre difícil, a não ser que ele esteja contra a luz - e prepará-lo para substituir o Efe Agá na hora do discurso e da posse, só havendo o temor de que, como o PFL nunca larga o poder, o Maciel saísse correndo abraçado à faixa nova, com o PMDB e o PSDB correndo atrás? E o boato que Efe Agá fez o discurso de qualquer maneira por exigência dos seus patrocinadores internacionais? E o que no fundo, no fundo, tudo tem alguma coisa a ver com a Suzana Werner? Nunca saberemos.
Verissimo