AMIN ANUNCIA PARTE DO NOVO SECRETARIADO.

Pelas mãos do governador eleito, Esperidião Amin (PPB), figuras tradicionais estão voltando ao poder em Santa Catarina. Entre os primeiros nomes divulgados para o primeiro escalão do novo governo estão o deputado federal Paulo Gouvêa da Costa (PFL), ex-secretário dos Transportes no governo de Vilson Kleinübing (1991 a 1994), e que agora vai ocupar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Mercosul; e Luiz Carlos Carvalho, ex-secretário da Administração, que será o titular da pasta da Segurança Pública. Mas o homem-forte do próximo governo será o professor Celestino Secco, assessor particular do novo governador, que vai acumular as secretarias de Governo e da Casa Civil. Na direção das empresas estatais, está confirmado apenas o empresário Aristorides Stadler, do grupo Eliane, na presidência da Companhia Estadual de Água e Saneamento (Casan). Esperidião Amin resolveu também prestigiar os dois deputados federais mais votados de Santa Catarina: Hugo Biehl já está confirmado na Secretaria de Agricultura e Leodegar Tiscoski deve assumir a pasta responsável pelos Transportes. Com isso, assumem na Câmara dos Deputados os suplentes Raimundo Colombo e Pedro Bittencourt Neto, ambos do PFL, partido que está coligado ao atual governador. Além de Paulo Gouvêa, há outras duas indicações do PFL no novo secretariado: o economista Ubiratam Rezende, para a secretaria da Administração e o advogado Walter Zigelli, para a Procuradoria Geral do Estado. Zigelli foi secretário de Comunicação do ex-governador Antônio Carlos Konder Reis, em 1994. Mas os titulares das principais secretarias ainda não foram anunciados. O mais cotado para a presidência do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) é Antônio Carlos Vieira, atual secretário de Finanças da prefeitura de Florianópolis, comandada por Angela Amin, esposa do governador eleito. O deputado estadual Gilmar Knaesel poderá assumir a Fazenda. Saúde e Educação ainda estão indefinidas. Amin preferiu não anunciar todos os nomes de uma só vez. Para diminuir a pressão por cargos dos 14 partidos que integram a coligação, vai divulgá-los aos poucos. Assim, dilui o impacto e também as insatisfações. Celestino Secco disse que os nomes vão sendo divulgados 'à medida que formos fechando os quadros'. Ele observou que as escolhas do primeiro escalão obedecem ao critério pessoal o próprio Amin. A estrutura administrativa do próximo governo ainda não está definida. Celestino Secco preferiu não antecipar se a compactação de secretarias, como ocorreu com as pastas de Governo e da Casa Civil, vai se repetir. Disse, porém, que 25% dos cargos de confiança não serão preenchidos. Com a junção das duas secretarias, o governo deixa de nomear, por exemplo, um secretário, um secretário-adjunto e os respectivos assessores. (Gazeta Mercantil/Página A14) (Paulo Henrique de Sousa).