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Relações comerciais

Lista Suja afeta relações comerciais

De acordo com o MTE, além de barrar os financiamentos públicos, a lista é utilizada por grandes empreendedores nacionais, que não têm relações comerciais com quem figura na relação. Tudo começou com a pesquisa sobre a Cadeia Produtiva do Trabalho Escravo, realizada em parceria pela ONG Repórter Brasil e pelo escritório da OIT no país, tendo a Lista Suja como base.


Luiz Machado, da OIT: pessoas e empresas compram, sem saber, daqueles que exploram o trabalho escravo. Foto: J. Freitas

“Depois desse estudo, verificamos que grandes empresas que estão na outra ponta da cadeia – varejistas, distribuidores de combustíveis, multinacionais – compravam do trabalho escravo, às vezes até sem saber”, disse Luiz Machado, representante da OIT, na audiência pública.

Com base nos resultados da pesquisa, OIT e Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social entraram em contato com diversas companhias alertando para a existência de trabalho escravo em sua cadeia de abastecimento.

Assim, surgiu em maio de 2005 o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. O acordo envolve compromissos por parte das empresas signatárias, que incorporam exigências contra o trabalho forçado em seus contratos de compra e venda.

Segundo o relatório global da OIT O Custo da Coerção, de 2009, o pacto reunia em julho de 2008 mais de 180 integrantes, entre “grandes cadeias de supermercados, grupos industriais e financeiros, totalizando um quinto do produto interno bruto do Brasil”.

O cumprimento do acordo é acompanhado permanentemente por entidades como o Instituto Ethos. Há inclusive o caso de uma companhia excluída da lista de signatários em julho de 2008 por utilizar trabalho forçado e degradante. 

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