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Ex-senador José Nery é presidente de honra da Frente Parlamentar

O ex-senador José Nery foi escolhido como presidente de honra da Frente Parlamentar Mista de Erradicação do Trabalho Escravo, na reunião de encerramento da programação da 2ª Semana Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, em três de fevereiro.


Nery participa de manifestação para pedir a aprovação da PEC 438/01 pela Câmara dos Deputados. Foto: Geraldo Magela

Nery, que foi o presidente de fato da frente até janeiro, agradeceu a homenagem recebida dos colegas e revelou que seu sonho é ver promulgada a PEC 438/01 ainda este ano, no mesmo dia em que foi sancionada a Lei Áurea, 13 de maio.

“Foi o senador José Nery quem nos juntou, quem está por trás de tudo isso e quem vai continuar tendo um papel fundamental, mesmo sem ser senador. Lembro que Joaquim Nabuco, durante a luta pela abolição, chegou a perder a eleição para deputado em Pernambuco e isso não significou que ele tenha parado a luta e não tenha se transformado no grande patrono da primeira abolição, enquanto esperamos a segunda”, disse Cristovam, vice-presidente da frente parlamentar.

Na presidência da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo, Nery foi um dos articuladores da criação da Frente Parlamentar Mista pela Erradicação do Trabalho Escravo, em 2010.

O ex-senador foi ainda o autor do projeto que deu origem à Lei 12.064/09, que instituiu o Dia (28 de janeiro) e a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. 

Cearense, José Nery chegou ao Senado em 2007, representando o Pará – estado onde vive e trabalha desde 1985. Ele assumiu o cargo como suplente de Ana Júlia Carepa (PT), eleita em 2006 para o governo do estado.

Fundador da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Nery apoiou e assessorou atividades de formação sindical no Pará, em especial das entidades da região de Guajarina. De 1993 a 1995, foi diretor do Sindicato dos Empregados em Atividades Culturais Recreativas e de Assistência Social do Pará. Nery exerceu ainda três mandatos de vereador em Abaetetuba (de 1997 a 2005 pelo PT, e, até 2007, pelo PSOL).

Na despedida do Senado, deixou claro que vai persistir no seu trabalho: “volto a minha querida Abaetetuba, para ali continuar o sonho e a luta de ajudar a construir um Brasil justo, honesto, onde todos tenham pão, justiça e liberdade. É essa a missão a que nos dedicamos”.

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