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Início da reação ao monopólio chinês de produção de terras-raras

Instalações da mina de Mountain Pass, nos Estados Unidos,
que tem expressivos depósitos de bastnasita (Foto: Jacob Kepler)

O fato é que os países — frente ao poder que a China demonstrou ter sobre o mercado e à necessidade crescente de terras-raras — vêm se posicionando para enfrentar o problema. De acordo com estudo ainda inédito do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, países com reservas conhecidas, como a Austrália, mantêm o investimento em mineração e buscam acordos de fornecimento de longo prazo com países importadores, ao mesmo tempo em que perseguem metas de proteção ambiental, uma ênfase também anunciada por China e Canadá.

Já os Estados Unidos, além da estocagem, vêm trabalhando na cadeia produtiva doméstica para maximização do consumo da produção e em políticas de ­reciclagem e redução do impacto de um ­provável desabastecimento, além do mapeamento de informações sobre reservas e mercados. Por sua vez, Japão e Coreia do Sul vêm financiando a exploração mineral, buscando acordos de suprimento com países produtores e investindo em reciclagem e substituição de terras-raras por outros elementos, entre outras políticas para garantir o suprimento desses minerais cada vez mais ­estratégicos.

Como resultado, disse Edson Ribeiro, mais depósitos foram descobertos e a reciclagem passou a ser levada a sério. “Um dos temas que serão discutidos nesta subcomissão [das Terras-Raras] no futuro é a reciclagem. Mitsubishi e Mitsui, as grandes tradings do mercado japonês, por exemplo, começaram, elas mesmas, a comprar sucata e a incentivar a reciclagem”, disse o diretor da Vale. A informação foi confirmada aos senadores por Tetsuichi Takagi, do grupo de pesquisa em recursos minerais do governo japonês.