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Agenda 21: meio ambiente, desenvolvimento sustentável e padrões de consumo

Em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro (Rio-92), o conceito de desenvolvimento sustentável se consolidou como o princípio orientador das iniciativas voltadas para a relação entre desenvolvimento e meio ambiente. Entre os acordos firmados na Rio-92, está a Agenda 21, que apresenta uma série de programas de ação elaborados a partir dos princípios do desenvolvimento sustentável, distribuídos em 40 áreas: política econômica, cooperação internacional, combate à pobreza, controle demográfico, proteção da atmosfera e outras.

A mudança de padrão de consumo também está entre os programas de ação da Agenda 21. O texto sugere o exame dos padrões não sustentáveis e a criação de estratégias para estimular hábitos de consumo que ajudem a preservar o meio ambiente. A questão do consumo é tratada também em áreas como as de energia, transporte e resíduos.

A Agenda 21 admite que, apesar do reconhecimento crescente da importância dos problemas relativos ao consumo, ainda não houve uma compreensão plena de suas implicações. “Alguns economistas vêm questionando os conceitos tradicionais de crescimento econômico e sublinhando a importância de que se persigam objetivos econômicos que levem plenamente em conta o valor dos recursos naturais. Para que haja condições de formular políticas internacionais e nacionais coerentes, é preciso aumentar o conhecimento acerca do papel do consumo relativamente ao crescimento econômico e à dinâmica demográfica”, analisa o documento.

O economista Sérgio Besserman também coloca a questão dos padrões de consumo no centro da discussão sobre desenvolvimento sustentável. “O modo de produzir e consumir, hoje, não se sustenta não pelo seu impacto direto, mas porque ele é impeditivo para o objetivo de generalização da qualidade de vida. Bilhões de habitantes do planeta não têm o direito de ambicionar o mesmo modo de consumir e de viver que têm americanos, europeus e japoneses ou pessoas ricas e de classe média dos países emergentes. Essa injustiça básica tem que ser modificada”, ressaltou.

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