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Os problemas pobreza e miséria: direito a alimentação, educação e saúde com sustentabilidade ambiental


4. Superação da pobreza

• Conceito de pobreza deve estar ligado à capacidade e liberdade das pessoas definirem suas próprias necessidades.

• Considerar o direito à alimentação na perspectiva ambiental, como uma interface com os direitos humanos.

• Além da transferência de renda, ou a partir dela, a implementação e a efetividade desse direito devem enfrentar as causas estruturais da fome, como a carência educacional e de saúde, a não sustentabilidade da produção e do consumo, a carga tributária sobre alimentos básicos e a frustração de oportunidades sociais. No plano internacional, a FAO deveria catalisar a governança nessa matéria.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) acredita que é preciso pressionar os governantes mundiais para que considerem a pobreza como parte do problema geral quando se pensa o futuro da Humanidade. “Um planeta protegido ambientalmente só para poucos não é o que se espera de uma sociedade humana que tenha um mínimo de solidariedade para com os outros”, raciocina.

Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), esse tema é central. A Rio+20, alertou, não abrirá caminho para resolver os problemas ambientais se não enfrentar a questão da pobreza.


Randolfe: Rio+20 não abrirá caminho para resolver
problemas ambientais se não enfrentar a questão da pobreza
(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

“Deixe-me utilizar um termo ambiental: a sociedade já tem sustentabilidade em relação à miséria? A miséria não existe mais, não existe mais analfabetismo?”, indaga Randolfe. Nas políticas de combate à pobreza hoje aplicadas no país, ele vê um deslocamento do eixo da ideia original, para ele mais adequada.

“A bolsa da escola tinha dupla finalidade. Tirava da miséria e dava um instrumento para a retirada sustentável da miséria, para o futuro — a educação. Não existe outra alternativa para sair em definitivo da miséria senão a educação”, concluiu.

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