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Organização e segurança no Rio de Janeiro, para as reuniões de cúpula com chefes de Estado no Riocentro e os eventos paralelos à Conferência Rio+20 sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável


Complexo do Riocentro, em Jacarepaguá, será palco das reuniões mais
importantes da conferência: desafio logístico e de segurança para a
cidade e para o Brasil (Foto: Divulgação GL Events Brasil)

Entre 13 e 22 de junho, são esperados, pela organização da Rio+20, 50 mil visitantes no Rio de Janeiro para a conferência sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Além de comitivas de 193 países participantes, esse total inclui profissionais da mídia internacional e, principalmente, de fóruns paralelos e de organizações não governamentais, que, desde a Rio-92, são chamados para ampliar a representatividade do evento.

As reuniões começam com a última sessão do comitê preparatório (Prepcom) da Rio+20, já no Rio de Janeiro, nos dias 13, 14 e 15 de junho, no Riocentro. Nessa parte, os responsáveis pela organização esperam avançar nos detalhes dos textos que servirão de base para a reunião de cúpula com os chefes de Estado e para os documentos finais da conferência.

A partir daí, de 16 a 19 de junho, estarão reservados quatro dias da conferência para atividades da sociedade civil que incluirão os chamados “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”, com painéis sobre dez temas (oceanos; água; florestas; segurança alimentar e nutricional; desenvolvimento sustentável para o combate à pobreza; desenvolvimento sustentável como resposta às crises econômica e financeira; energia sustentável para todos; economia do desenvolvimento sustentável, incluindo padrões sustentáveis de produção e consumo; cidades sustentáveis e inovação; e desemprego, trabalho decente e migrações), com especialistas e cientistas de renome mundial, inclusive ganhadores do Prêmio Nobel. A ideia é que cada painel temático dê origem a três recomendações que serão encaminhadas à reunião de cúpula da Rio+20.

— Queremos que a voz da sociedade civil, no seu mais alto nível e no que tem de mais coerente e sábio, possa ser ouvida de maneira estruturada e respeitosa no âmbito do segmento de alto nível — afirmou o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, coordenador-geral da comissão nacional de organização da Conferência Rio+20, presidida pelos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

 
Ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Izabella Teixeira
(Meio Ambiente) presidem a comissão nacional de organização da Rio+20
(Fotos: Márcia Kalume/Agência Senado e Márcia Kalume/Agência Senado)

Porém, por conta da avaliação negativa que faz do Esboço Zero e por não concordar com o formato proposto pelo Itamaraty para as discussões, a coordenação da Cúpula dos Povos, que congrega as ONGs e pede maiores avanços na agenda para o meio ambiente, anunciou que não deve participar da conferência e realizará evento paralelo, como fez na Rio-92, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Finalmente, a conferência sobre desenvolvimento sustentável Rio+20 será concluída por uma reunião de cúpula em que chefes de Estado e de governo deverão negociar os documentos finais, levando em conta, inclusive, as contribuições oferecidas pelos fóruns acontecidos nos dias anteriores.

Além das reuniões, estão previstas exposições e outros eventos culturais, a serem realizados em diversas partes do Rio de Janeiro como o Parque dos Atletas (adjacente ao Riocentro), a Arena da Barra, o Museu de Arte Moderna, o Espaço Vivo Rio, o Píer Mauá, o Galpão da Cidadania e a Quinta da Boa Vista, entre outros.

— Trata-se, sem dúvida, de um evento muito complexo. A complexidade não é apenas logística, que é, de fato, impressionante porque vamos ter algo em torno de 100 chefes de Estado, ao mesmo tempo. Podemos imaginar o que isso quer dizer em termos de infraestrutura, de segurança, de medidas que têm de ser tomadas para acolher bem 193 delegações — avalia Luiz Machado acerca da conferência.

O senador Blairo Maggi (PR-MT), que, em março passado, representou o Senado em uma visita às instalações onde será realizada a Rio+20, no Rio de Janeiro, está tranquilo com relação à logística do evento.

— Pudemos constatar que, com relação à parte física de onde ocorrerá a conferência, as coisas estão andando com tranquilidade. Esperamos que possamos estar bem estruturados para fazer uma boa e uma grande conferência e com resultados também — afirmou, sobre a organização da Rio+20.

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A Rio+20: Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável