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Críticas ao Esboço Zero, documento da ONU para a Conferência Rio+20

Apesar de os preparativos para a Rio+20 terem sido marcados por críticas generalizadas ao Esboço Zero da ONU, as comissões do Senado ofereceram sugestões, nos debates que promoveram, para que o documento final da conferência tenha conteúdo mais incisivo.

— O lugar desse Esboço Zero que a ONU nos proporcionou, perdoem-me, é no lixo. Precisamos extrair da Rio+20 compromissos, acordos, tratados, convenções. Precisamos de uma agenda adequada às necessidades por que passam o planeta e a população mundial — propõe o senador Fernando Collor.

Para ele, o texto do documento final da conferência Rio+20 deve trazer uma conceituação objetiva do que venha a ser economia verde, definições claras na questão da governança global e, especialmente, o princípio do não retrocesso, pelo qual conquistas anteriores em reuniões ambientais e de desenvolvimento sustentável não poderão ser revistas.

O professor da Universidade de São Paulo, ex-ministro da Educação, de Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente, José Goldemberg, também avalia que o Esboço Zero da ONU não oferece à Rio+20 a chance de a conferência apresentar ao mundo resultados relevantes.

— Não existe um day after [dia seguinte] da conferência. Ela se encerrará em uma fotografia e vai, provavelmente, aprovar esse documento, que é o Esboço Zero, preparado pelas Nações Unidas. Esse documento tem 128 parágrafos, 120 deles são exortações: apelamos, apoiamos, desejamos, incentivamos etc. É preciso que os chefes de Estado saiam do Rio de Janeiro com um roteiro do que fazer, como saíram da Convenção do Clima, seguida pelo Protocolo de Kyoto — avaliou Goldemberg.

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