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Tráfego no corredor ou na contramão, condutas de risco de motociclistas, potencializa acidentes, colisões da motocicleta com outros veículos, atropelamentos e mortes

Além do consumo de álcool, a direção temerária, a negligência e a imprudência continuam no topo das condutas de risco de motociclistas, de acordo com o trabalho Mortos e Feridos sobre duas rodas — estudo sobre a acidentalidade e o motociclista em São ­Paulo, de Heloísa Martins e Eduardo Biavati. A conduta de risco do motociclista determina a morte e o acidente: 74% das mortes foram causadas por práticas como andar no corredor entre os carros, avanço do sinal vermelho, conversão proibida e trafegar na contramão.

“A conduta do motociclista leva ao extremo a invisibilidade. No corredor, a velocidade diferencial potencializa o acidente, que ­ocorre em meio ao ­congestionamento da via; nas noites, é o não congestionamento que permite a velocidade. As mortes dos motociclistas ocorrem predominantemente em colisões (60%) com outros veículos, seguidas de choques com objetos fixos (15%) e tombamentos (15%), o restante ocorrendo em atropelamentos de pedestres (10%)”, revela o estudo.

Em 33% dos casos analisados, nas colisões o posicionamento no corredor foi o principal fator contribuinte para o impacto. A motocicleta foi atingida por trás ou lateralmente em mais de 30% das colisões, seja porque se interpôs inesperadamente à frente do veículo, impossibilitando a frenagem, seja porque foi derrubada pelo veículo que realizava manobra de mudança de faixa.

“A invisibilidade é fatal para o motociclista, mas não apenas para ele. Em 2007, 2.236 pessoas foram atropeladas por motocicletas. Representando apenas 10% da frota registrada, esse veículo esteve envolvido em 30% dos atropelamentos registrados em São Paulo. Em comparação, com uma frota seis vezes maior, os automóveis foram responsáveis por 54,3% dos atropelamentos na cidade”, diz o texto.

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