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Presidentes de sindicatos de motociclistas e mototaxistas pedem melhor regulamentação profissional e de empresas para reduzir número de acidentes, em busca de maior segurança no trânsito

Senadora Ana Amélia coordena o seminário do Senado, em setembro:
debatedores fizeram questão de desmentir o mito de que motoboy é
responsável pela violência no trânsito (Foto: Márcia Kalume/Agência Senado)

No Acre, a regulamentação da profissão funcionou como um freio no número de acidentes. O estado foi o primeiro a regulamentar os serviços de mototáxi e motoboy. Dos 22 municípios acreanos, 20 já têm a atividade regulamentada. “Segundo pesquisa sobre o índice de acidentes de trânsito no Acre, 44% envolvem motocicleta, mas nenhum ocorreu com trabalhadores. Isso mostra que quando o estado regulamenta a profissão, o serviço ganha”, considerou Pedro Mourão, presidente do Sindicato dos Mototaxistas do Acre.

Não só os trabalhadores estão se organizando. Entidades que reúnem empresas de motofrete também se envolvem na segurança dos seus funcionários. No ­seminário realizado pelo Senado, o Sindicato das Empresas de Telesserviços e Entregas Rápidas (Setser-RS) informou que os filiados investem na qualificação dos motofretistas, com reflexos nas estatísticas. Segundo Luiz Carlos Mello, presidente do sindicato, os profissionais dessas empresas já ficaram 250 dias consecutivos sem sofrer acidentes. “Isso merece consideração, pois mostra que as empresas respeitam as pessoas e as leis. Aprendemos também que segurança gera lucro, pois, para cada real investido, ganham-se três de retorno”, ­analisou.

Presidente do sindicato gaúcho das empresas
de telesserviços, Luiz Carlos Mello pediu melhor
regulamentação do setor para combater os irregulares
(Foto: José Cruz/Agência Senado)

Outro grande desafio, afirmou Mello, é profissionalizar mais empresas. “Hoje, empresas que participam de entidades representativas, que estão regulares, que cumprem seu papel, com responsabilidade social, sobrevivem em um mercado em que 85% dos concorrentes são irregulares”, ponderou.

O presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindimoto-RS) Valter Ferreira da Silva, corroborou o resultado positivo apontado por Mello. “No Rio Grande do Sul, construímos uma parceria entre empregadores, autarquias municipais e estaduais e institutos, todas as pessoas envolvidas com o trânsito, porque temos o objetivo de reduzir os acidentes, o número de sequelados e de óbitos e, acima de tudo, de mudar a imagem do motociclista”, explicou.

Senador Waldemir Moka citou o exemplo de
Mato Grosso do Sul, onde mototaxistas lideraram
mobilização em busca de maior segurança no trânsito
(Foto: Márcia Kalume/Agência Senado)

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) informou que os sindicatos dos mototaxistas e motoentregadores de Mato Grosso do Sul se mobilizaram e conseguiram que a prefeitura distribuísse coletes e oferecesse cursos gratuitos de aperfeiçoamento na direção. “Mas isso porque o segmento está mobilizado e organizado. A estatística mostra hoje que os mototaxistas e os motoentregadores são os que sofrem menos acidentes, talvez porque sejam mais conscientes e porque fazem parte de uma mobilização nesse sentido”, avaliou o senador.

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