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Uniad é referência laica no tratamento de dependentes químicos

Elogiada pelos especialistas que falaram à subcomissão, a experiência laica de tratamento de dependentes químicos desenvolvida pelo médico psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), baseia-se na abordagem multiprofissional e individualizada.


No Jardim Ângela, bairro de São Paulo, a Uniad também atende a crianças que convivem com dependentes químicos em casa. Foto: Daniel Castanho

A Uniad foi fundada por Laranjeira e pelo também psiquiatra John Dunn em 1994, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da Unifesp. Até 1996, funcionava dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o único objetivo de atender funcionários dependentes.

Em novembro de 1996, a Uniad e moradores do bairro paulistano Jardim Ângela criaram uma unidade comunitária para oferecer, além de tratamento ambulatorial, moradia assistida para dependentes com problemas mais complexos, além de atuar em prevenção e reinserção social. A Uniad, então, universalizou o atendimento e deu início a atividades acadêmicas e parcerias com o setor público e a sociedade civil.

Em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, o Grupo Saúde Bandeirantes e o Hospital Lacan, a Uniad montou, nos últimos 17 anos, uma pequena rede de atendimento, ensino e pesquisa, considerada referência nacional também em prevenção e tratamento do uso indevido de álcool e outras drogas, com excelentes índices de recuperação.

Ronaldo Laranjeira, que é também coordenador do Departamento de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), acredita que a dependência de crack é muito grave para ser resolvida apenas ambulatorialmente.

“O usuário muitas vezes precisa ser internado, principalmente na fase mais aguda do tratamento, e só uma clínica pode oferecer cuidados mais intensivos”, explica, afirmando que não há fórmula para o tratamento de usuários e que é preciso atender à necessidade de cada paciente e oferecer reabilitação psicossocial.

Comentários

"Enquanto isto na sala de Justiça"

Que lindo, um boletim do Senado reconhecendo um belíssimo trabalho de REAIS parceiros na comunidade do Jd. Ângela. Enquanto isso a SMS de SP segue empurrando goela abaixo a tal "Política de Redução de Danos", oriunda do Ministério da Saúde que alçou ao cargo de coordenador de saúde mental, uma pessoa que passou por SMS SP na gestão Marta, e só obstaculizava as poucas referências positivas na cidade de SP. Lastimável.

09/04/2012 21:04:20, sergio luis ferreira
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