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Organizações civis colaboram na prevenção às drogas

“Enfrentar as drogas ocupando espaços. Os espaços físicos, lugares abandonados e frequentados por traficantes e viciados; os simbólicos, surgidos com a ausência de serviços e políticas públicas e com a falta de acesso à educação; e os afetivos, deixados por famílias com graves problemas financeiros e estruturais.” Essa é a estratégia da Central Única das Favelas (Cufa), organização fluminense presente nos 26 estados e no Distrito Federal, que promove atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania.

No Senado, o trabalho da Cufa foi apresentado pelo jornalista Manoel Soares, presidente da base do Rio Grande do Sul. A central oferece aos jovens oficinas de grafite, DJ, break, rap, audiovisual e literatura, além de esportes como artes marciais, skate e basquete de rua, entre outras.


Basquete de rua na sede da Central Única das Favelas, no bairro de Madureira, no Rio de Janeiro: organização está presente em 26 estados e no Distrito Federal. Foto: Bruno Itan

Essas formas de expressão, explicou, servem como ferramentas de integração e inclusão, principalmente em locais que costumam ser redutos de consumo e tráfico de crack, prostituição, brigas e assassinatos.

“Foi graças aos vácuos, espaços que não foram ocupados por nós, que a droga se instalou”, argumenta Soares sobre a importância do trabalho das organizações civis.


Jornalista Manoel Soares, presidente da base gaúcha da Cufa: estratégia é ocupar os espaços físicos, simbólicos e afetivos tomados pela droga. Foto: José Cruz

Em 2006, a Cufa produziu o documentário Falcão: meninos do tráfico, que foi ao ar no programa Fantástico, da TV Globo, e na TV Câmara, expondo a vida de jovens relacionados ao tráfico, alcançando grande visibilidade.

Outra iniciativa que alcançou repercussão nacional foi a campanha “Crack, nem pensar”, realizada pela Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, mantida pelo Grupo RBS de Comunicação. Essa campanha já atingiu, segundo Soares, 12 milhões de pessoas e é outro exemplo da mobilização que a sociedade, através das organizações civis, tem feito para preencher o espaço deixado pelo Estado nas áreas de educação e prevenção.

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