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Programa Saúde na Escola atua na prevenção às drogas, mas recebe críticas

Outra área de atuação do Estado, essencial para enfrentar o problema do crack e de outras drogas, é a educação, uma das principais responsáveis pelas ações de prevenção do consumo entre crianças e adolescentes e pela formação de uma cultura menos vulnerável às drogas.


O programa Saúde na Escola atende a criança em Belo Horizonte: mira não só no tratamento, mas na prevenção. Foto: SMSAS/Prefeitura BH

Segundo Marta Klumb Rabelo, representante da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), desde 2003 o programa Saúde na Escola, apoiado pela Unesco e pelo Unicef e com a participação do Ministério da Saúde (MS), monitora o estudante brasileiro e forma profissionais de saúde e de educação por meio de convênios com universidades.

Assim como na rede de atendimento, a iniciativa de aderir ao programa Saúde na Escola e de elaborar os projetos compete ao município, que recebe material didático e ajuda financeira do MEC.

Maria de Fátima Malheiros, também do MEC, informa que o programa já chegou a 2.572 municípios e formou cerca de 80 mil educadores. “Estamos reproduzindo 200 mil guias para os próprios adolescentes e jovens executarem as ações de prevenção às drogas”, informa.


Segundo Fátima Malheiros, programa do MEC já formou 80 mil educadores para trabalhar na prevenção contra as drogas. Foto: José Cruz

A senadora Ana Amélia, no entanto, fez críticas à desarticulação dos programas governamentais. “O que fazem uma professora ou um jovem que foi qualificado ao perceberem jovens em risco ou que fazem uso ou abuso de droga? Para onde encaminham? Eu visito escolas e não consigo ver essa integração”.

O próprio Roberto Kinoshita, do MS, reconhece outros limites do programa Saúde na Escola. “Uma das tradições da área de saúde, de fazer prevenção às drogas, é trabalhar com as crianças que estão na escola. Mas e as crianças que não têm aula, que não têm vaga na escola? Então, acabamos fazendo a prevenção de quem talvez não precisasse, porque talvez a principal prevenção que devamos fazer é garantir que as crianças possam entrar e não sair mais da escola”.

A Secretária Nacional de Assistência Social, Denise Colin, reconheceu insuficiência de recursos e metodologias.


Denise Colin, secretária nacional de Assistência Social, reconhece a falta de recursos e metodologias. Foto: José Cruz

E afirmou que “a responsabilidade tem que ser a presença do Estado. Ficou bastante claro aqui que a ausência de políticas públicas acarreta, viabiliza e favorece a busca por alternativas”.

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