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O psiquiatra Aloísio Freitas defende verba continuada e imposto sobre bebidas e cigarros

O psiquiatra Aloísio Freitas critica a falta de garantias de que o enfrentamento às drogas terá verba continuada, o que, segundo ele, atrapalha a efetividade das ações.

“Não basta despejar dinheiro na área da dependência química, porque isso não vai resolver. Sem dinheiro garantido, sem fontes de financiamento continuados, não é possível. Se o governo é mais sensível, investe, se é menos sensível, não investe. Se, entre os membros de alto escalão do governo, tem pessoas portadoras da dependência química, a questão já é vista como não tão importante. E se o governo não tem um corpo de membros contaminados, a atenção é maior”, afirma.

Aloísio Freitas propõe uma contribuição social (que funcionaria como imposto sobre bebidas e cigarros) da ordem de 1%, para capitalização do Fundo Nacional Antidrogas (Funad) para garantir uma verba continuada. Somente a Ambev, empresa que detém cerca de dois terços do mercado nacional de bebidas (alcoólicas e não alcoólicas), teve uma receita líquida de R$ 25,2 bilhões em 2010.

“A sociedade não seria punida, porque quem vai pagar essa contribuição social é quem compra para consumo próprio ou compra para presentear”, afirma Aloísio Freitas sobre o imposto sobre bebidas e cigarros.

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