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Mercado de drogas cresce em todo o mundo

O surgimento do crack foi apenas mais uma demonstração de que o mercado de drogas é dinâmico e capaz de se recriar para fugir da repressão dos governos. Indicadores demonstram que o negócio da droga subsiste e se reforça, mesmo com os investimentos feitos para extingui-lo.

Passados 50 anos do lançamento da Convenção da ONU sobre Entorpecentes, de 1961, e 40 anos do início da chamada Guerra às Drogas, deflagrada em junho de 1971 pelo então presidente dos EUA, Richard Nixon, o próprio relatório anual do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) reconhece que o mercado de drogas não vem diminuindo nos últimos anos.


Então presidente dos EUA, Nixon lançou política de combate em junho de 1971. Foto: Politic365

Entre 1998 e 2009, o mercado de drogas cresceu. A produção mundial de ópio subiu quase 80%. Já o mercado de cocaína não diminuiu, mesmo considerando a redução do consumo nos Estados Unidos, já que foi compensado pelo aumento da demanda na Europa. O número de usuários de drogas ilícitas vem aumentando desde os anos 90 – o que aumenta o mercado de drogas -. Esse número, percentualmente, alcançou certa estabilidade.

Ao mesmo tempo, o Unodc observa que o tráfico de drogas é um combustível para organizações criminosas internacionais, que movimentam centenas de bilhões de dólares, representando um desafio crescente para a estabilidade e a segurança mundiais. Em alguns países, analisa o Unodc, o valor que movimenta o mercado de drogas ilícitas excede em muito o tamanho da economia formal.

“Em anos recentes, observamos casos em que ministros ou chefes nacionais de polícia foram relacionados à corrupção ligada às drogas. Também estamos testemunhando mais atos de violência, conflitos e atividades terroristas abastecidas pelo tráfico de drogas e pelo crime organizado”, afirma o relatório do Unodc.

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