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Drogas lícitas e ilícitas: um só problema

Os senadores Waldemir Moka (PMDB-MS) e Lídice da Mata (PSB-BA) consideram que as políticas públicas a serem sugeridas pela subcomissão devem abranger todas as drogas e não apenas as ilícitas, como o crack. Aliás, esse é o modelo de organização de todas as áreas do Executivo envolvidas com o problema, seja no Ministério da Saúde ou da Justiça.


Para o senador Waldemir Moka, ações sugeridas por subcomissão devem abranger todas as drogas. Foto: Paulo H. Carvalho

Da mesma forma, o senador Wellington Dias considera que não é possível desprezar o fato de que a grande maioria dos dependentes químicos começou no cigarro ou no álcool. “A gente fechar os olhos para isso é não ir ao problema da forma correta. A gente acha natural ter em casa lugares para guardar bebida e depois se surpreende com as consequências. Considerando que esse consumo é estimulado pela mídia, que o associa a sucesso, juventude, beleza, saúde e diversão, vislumbra-se o grave risco a que estão expostos os jovens e crianças”, disse.

O médico Carlos Salgado sugere que, pedagogicamente, a sociedade tenha uma atitude diante do álcool semelhante à que destina às drogas ilícitas. E já existem medidas que limitam a disponibilidade do álcool e do tabaco em estudo tanto na subcomissão quanto no Senado.

“Precisamos de posicionamentos firmes, não alarmistas, com todas as substâncias. A sociedade se perturba com a disponibilidade brutal do crack, que é surpreendente. Entretanto, temos 1 milhão de pontos de venda de álcool, mais de 30% deles não submetidos a mínimas regras sanitárias e de tributação. Mas a sociedade não se perturba com a chacina que ocorre nas estradas a cada feriado e segue passiva”, lamenta Salgado.

Ainda assim, Waldemir Moka e Ana Amélia acreditam que o foco no crack tem a função de fazer com que a sociedade se mobilize para atacar o problema da dependência química como um todo.

“O crack, infelizmente, serviu para que a sociedade acordasse. Com 35 anos de formado, ouço colegas apelarem para que façamos alguma coisa. A exacerbação do crack serviu para que o Congresso e a sociedade se mobilizassem para enfrentar a dependência química”, afirma o senador.

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