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Atendimento a dependentes químicos é precário

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um país deve ter leitos para saúde mental suficientes para internar 0,5% de sua população, o que, no Brasil, seriam 950 mil leitos. Porém, o país tem cerca de 32,7 mil. Parte da explicação é que o Brasil está migrando, desde 2002, de um modelo baseado na internação para outro voltado para atendimento ambulatorial.

Por outro lado, a falta de consenso e a desarticulação impedem a expansão dos programas de redução de danos, assim como o apoio financeiro do Estado a instituições privadas de tratamento de dependentes químicos, as chamadas comunidades terapêuticas.

Chamadas a participar do debate no Senado, essas entidades, geralmente ligadas a grupos religiosos, são responsáveis hoje por cerca de 80% das internações de dependentes químicos, mas não estão submetidas à exigência governamental de padrões mínimos de atendimento aos internos.

A esse quadro já precário, soma-se o consumo de álcool e tabaco, drogas legais, amplamente distribuídas e com grandes recursos de propaganda. 

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