|. HOME .| -->

Álcool e cigarro demandam soluções mais amplas

O uso de tabaco afeta 25% da população mundial adulta. Estima-se que 200 mil mortes por ano decorram do consumo de substâncias ilícitas, enquanto 5 milhões são atribuídas ao uso do cigarro.

Paralelamente, quase 2 bilhões de pessoas no mundo consomem bebidas alcoólicas. Calcula-se que 3,8% das mortes e 4,6% das doenças são causadas pelo álcool, apontado como fonte de mais de 60 enfermidades.

Mais que afetar a saúde de quem bebe, o álcool gera custos sociais incalculáveis por estar associado a episódios de violência, homicídios, comportamento sexual de risco, aumento da incidência de doenças infecto-¿contagiosas e acidentes com veículos.

Por conta desses dados, os especialistas ouvidos pelos senadores consideram que o problema da dependência química deve ser tratado de maneira global, envolvendo, nas análises que buscam soluções, as drogas lícitas, como o álcool e o cigarro.

Saídas possíveis

Essa sugestão se soma a diversas outras em análise na subcomissão da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) que analisa as políticas para dependentes químicos e busca soluções para o problema.

Enquanto, no mundo, cresce o debate acerca da descriminalização – e até da legalização – das drogas, como aconteceu em Portugal e na Suíça, outras soluções surgem no Congresso, como o projeto que reinstitui pena de prisão para usuários com o objetivo de estimular a comutação da pena para tratamento obrigatório. Esse modelo é inspirado na experiência da Suécia, que ganhou atenção especial dos senadores da subcomissão.

Faça seu comentário