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Educação: questão fundamental para segurança nacional e defesa do país

Sempre muito ligado à questão educacional, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) questionou os debatedores na CRE se a educação é ou não é parte fundamental da segurança nacional e da defesa do país. Para ele, é evidente que sim.

“Não falo da educação dos cientistas, falo de educação no sentido de toda a população ser por ela abrangida. Isso não faz parte absolutamente da segurança?

Se a educação é parte fundamental da segurança nacional, não seria este o momento de federalizarmos a educação neste país, de transformarmos a educação de base em uma questão nacional, de Estado, não municipal?”

O senador usou analogia para justificar sua tese de que a federalização da educação deve ser encarada como questão de segurança nacional. “Ninguém pode imaginar a defesa nacional nas mãos dos municípios. Então, como é que a gente coloca nas mãos dos municípios um item fundamental como a educação?”, questionou o ex-ministro da Educação.

O professor Gunther Rudzit concordou com Cristovam e lembrou que a qualidade da educação oferecida ao povo é um indicador preciso do grau de desenvolvimento de um país. “Sempre chamo a atenção para o que denominamos países desenvolvidos. Muitos deles têm PIBs menores que o nosso. Para fatores geopolíticos, em termo global, isso não pesa. Mas por que eles são desenvolvidos? A educação está na base disso. É uma questão de segurança nacional? Sim, sem dúvida”, disse o doutor em Segurança Nacional da Faap.

No mesmo tom, outro professor, Darc Costa, apontou a educação no país como variável fundamental na questão da defesa nacional.

“O mais educado sempre estará mais protegido, o mais educado sabe se defender melhor. Precisamos mudar a questão da educação não só no nível básico, mas também no nível universitário, porque estamos formando aqui milhares de bacharéis, não estamos formando as pessoas que são próprias para o mundo moderno. Ou seja, não estamos dando ênfase às ciências naturais. Não temos formado muitos químicos, muitos físicos, muitos biólogos”, alertou Costa.

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