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Unasul: União de Nações Sul-Americanas para integração de defesas

Reunião que formalizou a criação da Unasul, em Brasília, em 2008:
projetos de integração e cooperação em defesa (Foto: Antônio Cruz/ABr)

Passadas as tensões da Guerra Fria, o Brasil se distancia dos Estados Unidos e inicia aproximação com os vizinhos da América do Sul, o continente menos conflagrado do mundo. Essa mudança de rumos começou a se concretizar com o Tratado de Cooperação Amazônica, de 1978. De lá pra cá, as iniciativas para integração se multiplicaram, entre elas, o Mercosul, de 1991, e, em 2008, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), inspirada na União Europeia e formada pelos 12 países do continente sul-americano.

A Unasul vem avançando no projeto de integração e cooperação dos países do continente nas áreas de segurança pública e defesa. Para o ministro da Defesa, Celso Amorim, “passos como esse tornaram nossa relação na região muito mais de natureza cooperativa, inclusive na área de defesa. Então, hoje em dia, as hipóteses de guerra e de conflito de que se falava e que eram a base da organização estratégica já não são mais vigentes”. Desde que assumiu o ministério, Amorim já realizou reuniões e encontros com autoridades de quase todas as nações sul-americanas para reforçar o compromisso com a integração e a cooperação.

O general Alderico Mattioli afirmou aos senadores da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) que, hoje, as fronteiras das nações sul-americanas não são apenas lugar de risco, mas também fator de oportunidades e de cooperação. Já o senador Fernando Collor declarou que “o processo de integração é fundamental para criar esse continente de paz. A recente adesão ao Tratado da Unasul foi um passo importantíssimo”.

A União de Nações Sul-Americanas criou o Conselho de Defesa Sul-Americano, que já tem plano de trabalho para 2012, com ações para políticas de defesa; cooperação militar; ações humanitárias e operações de paz; e indústria, tecnologia e capacitação em defesa. O objetivo é equilibrar os gastos militares e implantar medidas que garantam o respeito à soberania, à integridade e à inviolabilidade dos países. Espera-se que a integração em uma comunidade de segurança evite escalada nos gastos militares na região, contribua para a resolução das pendências e aumente a confiança entre os Estados.

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