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Estratégia Nacional de Defesa e serviço militar obrigatório


Estratégia Nacional de Defesa considera essencial a manutenção do serviço
militar obrigatório no Brasil (Foto: Tereza Sobreira/Ministério da Defesa)

A Estratégia Nacional de Defesa estabelece que o serviço militar obrigatório deve ser ampliado para alcançar, de fato, todas as classes sociais brasileiras. Nos debates da CRE, Gunther Rudzit, especialista em segurança internacional, reforçou a posição e lembrou que a defesa do país é tarefa de todos.

“O Exército brasileiro é um espaço de integração de classes, é uma escola de civismo, valores e patriotismo. O serviço militar obrigatório existe em dois terços dos países do mundo. Todos nós temos que assumir nossa parcela de risco na defesa nacional. Não é justo transferir ao irmão a defesa dos recursos de que todos nós desfrutamos”, afirma Rudzit.

Ele se mostrou preocupado com o que considera pouco tempo do serviço militar para que os jovens aprendam a lidar com armas cada vez mais avançadas. “Afinal de contas, um recruta que passa de oito a dez meses lá vai ter condições de aprender a utilizar esse equipamento com alta tecnologia?”, questiona.

Sobre a formação de oficiais, a Estratégia Nacional de Defesa preconiza que as Forças devem continuar a atrair candidatos de todas as classes sociais. Para os formuladores da estratégia, “essa é uma das razões pelas quais a valorização da carreira, inclusive em termos remuneratórios, representa exigência de segurança nacional”, referindo-se ao fato corriqueiro de os jovens das classes mais abastadas recusarem ingressar nas Forças por razões financeiras.


Mobilização

Mais ainda, a Estratégia Nacional de Defesa propõe que, no futuro, os jovens que não prestarem serviço militar sejam incentivados a prestar serviço civil. O documento argumenta que esse serviço ofereceria “oportunidade de aprendizagem, expressão de solidariedade e instrumento de unidade nacional”. Os jovens teriam instrução adequada ao seu nível e área de conhecimento, além de treinamento militar básico, passando a compor uma força de reserva mobilizável.

Segundo o general de brigada Luiz Eduardo Rocha Paiva, embora o serviço militar seja obrigatório, “o Exército alista 1,7 milhão de jovens e só 50, 60, no máximo 70 mil incorporam. Se não for assim [obrigatório], vai faltar gente para cargo importante. E algumas unidades e regiões não terão efetivo completo. A reserva mobilizada de cabo e soldado levaria quatro a seis meses até ficar pronta. E oficiais levam quase um ano. Portanto, nós precisamos ter essa reserva já pronta”.

Comentários

ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA

Boa noite De fato, há necessidade de atentar para as observações deste renomado especialista, bem como de Sua Exa Gen Bda Luiz Eduardo Rocha Paiva. Isto porque a situação atual está preocupante, tendo em vista que existem muitas fulgas da instituição para outras carreiras em função dos baixos salários e do sucateamento dos equipamentos. Outra preocupação é com a motivação dos atuais efetivos, isto é, a mesma está em declínio, haja vista o descaso dos políticos e a inércia do MD. A maior parte do efetivo da ativa aspira a outro emprego. Com isso, a capacidade operacional da Força fica comprometida, pois os mesmos deixam de se qualificar para buscas outros meios de sobrevivência.

16/07/2012 23:28:34, PEDRO GOMES PEREIRA
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