|. HOME .| -->

Empresas Embraer e Avibras vão às compras para o reaparelhamento da defesa nacional

A definição da Estratégia Nacional de Defesa e seu objetivo expresso de reaparelhamento das Forças Armadas do país vêm mexendo com o setor. As empresas se preparam para um boom de compras e investimentos, e os movimentos são visíveis.


Compra pelo Exército dos veículos lançadores de foguetes Astros II
dá novo fôlego à nacional Avibrás (Foto: Alex Drennan/SIPRI)

A Embraer, por exemplo, criou em 2011 a Embraer Defesa e Segurança e foi às compras. Assumiu o controle da Orbisat, uma pequena empresa paulista produtora de radares, comprou metade da paulistana Atech, especializada em fusão de dados, e associou-se à AEL, a subsidiária brasileira da Elbit Systems, a maior empresa privada israelense do setor, para criar a Harpia e participar da produção dos Vants (veículos aéreos não tripulados), usados em monitoramento e espionagem. Em consequência, a participação do segmento militar na receita da Embraer saltou de 4% em 2006 para 13,5% no ano passado. Em 2012, com o reaparelhamento, esse setor deve liderar o crescimento da companhia. A Embraer também está criando, junto com a Telebras, uma empresa nacional para gerenciar o satélite geoestacionário brasileiro, que deverá ser usado para defesa e prestação de serviços de banda larga.

Mesmo a Avibras, antes uma das principais indústrias nacionais de material de defesa e em recuperação judicial desde 2008, prepara-se para renascer na esteira do reaparelhamento. Em agosto do ano passado, a presidente Dilma Rousseff liberou recursos para desenvolvimento e compra de lançadores de foguetes, chamados sistema Astros 2020, uma evolução do Astros II, o maior sucesso de vendas da empresa.

Em seis anos, a empresa deverá investir R$ 1,92 bilhão, e o Exército vai garantir a compra. A Avibras também vai instalar nova unidade industrial em Lorena (SP) para fabricar polibutadieno líquido hidroxilado (PBLH), polímero usado na produção do combustível sólido do foguete VLS-1, mas que também tem aplicações industriais como resina plástica.

Além das empresas tradicionais do setor, outras grandes companhias nacionais começam a realizar compras e investimentos. A Odebrecht, por exemplo, comprou a Mectron, fabricante de mísseis, e se associou à Cassidian, segmento de defesa do conglomerado europeu EADS, do qual faz parte a Airbus, e à DCNS, companhia francesa de construção naval. Com a DCNS, a construtora planeja participar do desenvolvimento de submarinos da Marinha.

Comentários

sr.

Empresas como a ODEBRECHT que muito já figuraram em nossos telejornais de maneira vergonhosa não deveriam sequer chegar perto de assuntos sobre a proteção e defesa de nosso País, isto deveria ser revisto com muita calma senão estes podem nos prejudicar e muito !!!

16/07/2012 18:10:07, Odenir Batista

vergonhoso

As forças armadas devem pressionar para esta empresa não fazer parte das compras de materiais de defesa das forças armadas não é confiável é ponte das estrangeras de olho em nossa defesa.

30/05/2013 21:44:28, ilton silveira
Faça seu comentário