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Empresas brasileiras no mercado mundial de defesa


Linha de montagem da Embraer: única empresa nacional entre as
cem maiores   no ranking da indústria da defesa (Foto: Embraer)

No mercado mundial, o Brasil representa uma alternativa às nações que necessitam de armas, mas não querem, ou não podem, comprá-las de americanos ou europeus. Mas a participação brasileira nesse setor ainda é pequena. Segundo Claudio Moreira, consultor da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), enquanto 70 das 100 maiores empresas do mundo são americanas ou europeias, a única brasileira a figurar nesse ranking é a Embraer, que aparece em 95º lugar.

De acordo com o BNDES, atualmente as empresas brasileiras de defesa faturam U$ 2,7 bilhões anuais, sendo que 35 delas exportam, 20 regularmente, cerca de U$ 1 bilhão por ano em produtos fabricados principalmente no Sul e Sudeste. Os mais vendidos são os produtos de baixa e média tecnologia, à exceção dos aeronáuticos, enquanto o país importa a maior parte dos equipamentos de alta tecnologia de que necessita. Assim, embora haja um superávit em armamentos leves, mais simples, a balança comercial do setor militar no mercado mundial registra um grande déficit em equipamentos complexos, como aviões, blindados, artilharia, motores, mísseis, sensores e navios.

Contando com o aumento dos investimentos e os estímulos fiscais definidos na Medida Provisória 544/11, a associação, que reúne cerca de 150 empresas do setor, aposta que até 2030 o conjunto das empresas brasileiras estará em 15º lugar no mercado mundial de defesa. Estima-se que o segmento deve movimentar US$ 120 bilhões no Brasil nas próximas duas décadas. Desses, US$ 40 bilhões devem vir de projetos já anunciados.

Já do ponto de vista social, o balanço do segmento de defesa brasileiro é de que são gerados 25 mil empregos diretos e 100 mil indiretos, segundo a Abimde, sendo que mais da metade das empresas brasileiras no mercado são de pequeno e médio porte, com máximo de 40 funcionários.

Em seu depoimento à Comissão de Relações Exteriores, Claudio Moreira reclamou de entraves para as empresas brasileiras de defesa no mercado mundial, como a alta carga tributária (cerca de 40%, segundo ele), as taxas de juros também elevadas, os problemas de infraestrutura, o custo da mão de obra, a burocracia e a política cambial do país.


Claudio Moreira reclamou dos entraves
à produção da indústria de materiais de
defesa, como a alta carga tributária
(Foto: Ana Volpe/Agência Senado)

Comentários

questionamento

Não é coerente a aplicabilidade do termo mão-de-obra,custo,se comparado ao custo desta na europa ou estados unidos como citado no artigo acima. Poderia se tornar relevante se fosse considerado as questões tributárias e mesmo assim estes também possuem um peso acentuado. O que realmente é relevante é nossa capacidade produtiva e os recursos disponiveis para realiza-lo.Sende também de grande peso as aplicações cambiais e dimensão desta estrutura, que poderia ser considerada com limitações. Portanto, não acho de bom tom atribuir ao custo de mão-de-obra como parte deste problema.

26/11/2012 13:58:27, rayek
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