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Dependência de empresas de defesa com o governo

Além dos fatores de risco comuns a qualquer empresa, o setor de defesa tem que lidar, em todo o mundo, com uma dependência bastante peculiar: ter os governos como únicos clientes. Como os compradores desconfiam de produtos que não são usados pelas Forças Armadas do país que os fabrica, mesmo as exportações dependem das compras governamentais. Além disso, muitas vezes é necessário que os governos firmem acordos diplomáticos de troca de produtos para possibilitar a venda de armas a outros países.

E dependência de governos implica estar ao sabor das mudanças políticas de forma geral, e do vaivém das políticas de defesa, que tem consequências diretas nos gastos militares. Cortes orçamentários, descontinuidade dos investimentos, mudanças súbitas de rumo são riscos onipresentes. No Brasil, essas são as maiores queixas das empresas do setor.

Outro fator de alto risco para o negócio de defesa é a disponibilidade dos componentes. Mesmo depois de um negócio fechado, se o governo da empresa fornecedora decide que o componente é estratégico, proíbe a venda e pronto. Sem direito a reclamações.

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