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Apadrinhamento afetivo, opção para crianças maiores

A Frente pela Adoção também se empenha em estimular o apadrinhamento afetivo como alternativa para crianças e adolescentes que têm uma chance remota de adoção. É direcionado a maiores de 5 ou 7 anos, com irmãos ou que tenham algum tipo de deficiência ou ainda crianças retiradas das famílias por estarem em ­situação de risco.

O programa prevê que padrinhos e madrinhas passem os fins de semana, feriados e parte das férias com a criança ou adolescente para oferecer-lhe, além da relação afetiva, uma referência de vida fora do abrigo.

As regras do apadrinhamento afetivo variam conforme a vara de Infância e as instituições que as aplicam e os padrinhos são pessoas que não podem ou não querem adotar, mas que têm disponibilidade de prestar suporte material, financeiro e afetivo ao longo da vida de uma criança ou adolescente abrigado. O apadrinhamento afetivo não envolve guarda, tutela ou adoção.

Outra possibilidade é o apadrinhamento exclusivamente financeiro, por pessoas ou empresas, para custear cursos profissionalizantes, estágios, escola ou reforço escolar, atividades esportivas etc.

Deputado Gabriel Chalita é o coordenador-geral
da frente parlamentar (Foto: Lucio Bernardo)

Para o deputado Gabriel Chalita, é preciso discutir o apadrinhamento como alternativa, especialmente para grupos de irmãos. “Pela legislação, você não pode adotar um irmão e deixar os outros, então essas crianças têm uma dificuldade maior de serem adotadas. Você pode ter um acompanhamento dessas pessoas pelo abrigo em que elas estão”, explicou o deputado, que disse ser comum o caso de padrinhos que resolveram adotar as crianças após um período de convivência. A frente, no entanto, ainda não apresentou projeto nesse sentido.

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