Passados
116 anos da assinatura da Lei Áurea, que aboliu
a escravidão no país,
milhares de brasileiros ainda são explorados e submetidos
a condições semelhantes ao trabalho escravo.
Em janeiro, três fiscais do Ministério do Trabalho,
que investigavam denúncias de trabalhos forçados
em fazendas na região de Unaí, em Minas Gerais,
foram assassinados. O crime revelou a dificuldade das autoridades
em combater o problema.
O trabalho forçado é um fenômeno mundial
e compreende a violação de vários direitos
humanos. Conforme a Organização das Nações
Unidas (ONU), a escravidão hoje está relacionada
a outros crimes, como exploração sexual de
mulheres e crianças, tráfico de pessoas e venda
de órgãos humanos. No Brasil, há ainda
o envolvimento de grileiros e madeireiros ilegais.
Nesta edição do Especial Cidadania* , saiba
como a exploração acontece, a quem denunciar
e quais são os projetos que podem ser votados pelo
Congresso sobre o assunto. A escravidão atinge não
só os indivíduos aliciados e suas famílias,
mas corrompe também a ordem social e econômica
vigentes. A liberdade e dignidade da pessoa humana e a utilização
da mão-de-obra remunerada, no livre exercício
do trabalho, são garantias de todos, como prevê a
Constituição federal.