Alimentos orgânicos são os cultivados sem insumos químicos,
respeitando o meio ambiente e as relações sociais. É possível
encontrar verduras, legumes, frutas, óleos, carnes, ovos
e até cervejas e vinhos orgânicos. Segundo o Instituto Biodinâmico
(IBD), uma das instituições que certificam esses alimentos
no Brasil, fornecendo o selo que atesta a qualidade deles,
o consumo de orgânicos em todo o mundo aumenta 30% anualmente,
movimentando cerca de US$ 26,5 bilhões, apesar de eles serem
até 50% mais caros que os alimentos não orgânicos. Nos últimos
anos, o mercado brasileiro desse tipo de alimentos teve
taxas de crescimento de 30% a 50% ao ano e já temos a segunda
maior área de agricultura orgânica do mundo, que exporta
para vários países.
A
produção orgânica objetiva a realização de processos produtivos
em equilíbrio com o ambiente. No cultivo, estão proibidos
agrotóxicos sintéticos, adubos químicos e sementes transgênicas.
Os animais são criados sem uso de hormônios de crescimento,
anabolizantes ou antibióticos, e de rações comerciais, e
são tratados principalmente com homeopatia e fitoterapia.
A
Lei dos Orgânicos (Lei 10.831/03) também considera como
orgânico o produto denominado ecológico, biodinâmico, natural,
regenerativo, biológico, agroecológico, permacultivado e
outros. As normas de certificação são rígidas. A produção
deve obedecer a princípios rigorosos de manejo do solo,
dos animais, da água e das plantas, buscando promover a
saúde do homem, a preservação de recursos naturais e a oferta
de condições adequadas de trabalho aos empregados.
Neste
Especial Cidadania, saiba mais sobre as vantagens nutricionais
e a legislação relacionada ao cultivo de alimentos orgânicos.