Suplentes assumem cadeiras no Senado quando titulares viram governadores

14/09/2010 16:38:23

Vários suplentes hoje são senadores graças à eleição dos titulares a governos de estados ou a outros cargos. Adelmir Santana (DEM-DF) assumiu no lugar de Paulo Octávio (DEM-DF), eleito vice-governador do Distrito Federal em 2006, mandato a que posteriormente renunciou. João Tenório (PSDB-AL) é suplente de Teotônio Vilela Filho, atual governador de Alagoas e candidato à reeleição. José Nery (PSOL-PA) substituiu Ana Júlia Carepa, também candidata à reeleição do governo do Pará. E Mauro Fecury (PMDB-MA) entrou para o Senado quando Roseana Sarney (PMDB-MA), segunda colocada na eleição de 2006 para o governo do Maranhão, assumiu o Palácio dos Leões com a cassação do governador Jackson Lago (PDT), em 2009. Roseana é candidata à reeleição.

O senador Regis Fichtner (PMDB-RJ) é o primeiro suplente do atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, também candidato à reeleição. Após a eleição do governador, a maior parte do mandato, porém, foi exercida pelo segundo suplente, Paulo Duque (PMDB-RJ), uma vez que o Fichtner tornou-se chefe do Gabinete Civil do governo fluminense. E o senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) assumiu quando o titular, José Maranhão - também segundo colocado nas eleições de 2006 - assumiu o governo da Paraíba, em 2009, com a cassação do titular, Cássio Cunha Lima. Maranhão concorre hoje à reeleição e Cunha Lima ao Senado.

A senadora Selma Elias (PMDB-SC) é a segunda suplente de Leonel Pavan, eleito em 2006 vice-governador de Santa Catarina e que hoje governa o estado. O primeiro suplente, Neuto de Conto (PMDB-SC), exerceu o mandato até o último mês de agosto, quando assumiu o cargo de secretário de Articulação Nacional do governo de Santa Catarina, que ocupa atualmente. Neuto de Conto é candidato a 1º suplente de senador na chapa de Paulo Bauer (PSDB).

Não se pode deixar de citar que o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) assumiu o mandato como suplente de Duciomar Costa, reeleito em 2008 prefeito de Belém. Flexa Ribeiro é candidato à reeleição. Também não se pode esquecer o caso de Gim Argello (PTB-DF), que assumiu com a renúncia de Joaquim Roriz. Embora tenha renunciado por outros motivos, Roriz foi quatro vezes governador do Distrito Federal, cargo que pleiteia novamente nestas eleições, a depender de decisão do Supremo Tribunal Federal para a Lei da Ficha Limpa.

Prefeitos

Se muitos políticos vêem no Senado um caminho natural após ocuparem governo de seus estados ou a presidência da República (leia mais aqui), alguns senadores têm experiência no Poder Executivo como prefeitos das capitais ou outras cidades importantes. Acir Gurgacz (PDT-RO) foi prefeito de Ji-Paraná. Almeida Lima (PMDB-SE) comandou o Poder Executivo de Aracaju em 1998, quando era vice e assumiu a vaga do primo Jackson Barreto.

Arthur Virgílio (PSDB-AM) foi prefeito de Manaus entre 1989 e 1993. Cícero Lucena (PSDB-PB) foi prefeito de João Pessoa de 1997 a 2004. Epitácio Cafeteira (PTB-MA) comandou a Prefeitura de São Luís entre 1965 e 1969. O ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) foi prefeito nomeado de Maceió (1979-1982).

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) foi prefeito de Natal de 1986 a 1988. Heráclito Fortes (DEM-PI) chefiou a Prefeitura de Teresina entre 1989 e 1992. Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) foi prefeito do Recife por dois mandatos (de 1986 a 1988 e de 1993 a 1996).

Mauro Fecury (PMDB-MA) foi prefeito nomeado de São Luís por duas vezes (1979 a 1980 e de 1983 a 1985). Papaléo Paes (PSDB-AP) foi prefeito de Macapá de 1993 a 1996. Raimundo Colombo (DEM-SC) foi prefeito de Lages por três vezes, mesmo número de mandatos em que a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) esteve à frente da Prefeitura de Mossoró.

Outros senadores já estiveram à frente de ministérios, como Delcídio Amaral (PT-MS), ex-ministro das Minas e Energia; Edison Lobão (PMDB-MA), que ocupou o mesmo cargo; Eliseu Resende (DEM-MG), ex-ministro de Transportes e, posteriormente, da Fazenda; Francisco Dornelles (PP-RJ), que já ocupou as pastas da Fazenda, da Indústria e Comércio e, depois, do Trabalho e Emprego; Hélio Costa (PMDB-MG), ex-ministro das Comunicações; Lúcia Vânia (PSDB-GO), ex-ministra da Ação Social; Marco Maciel (DEM-PE), que já foi ministro da Educação e da Casa Civil; e Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, que hoje concorre à Presidência da República.

José Paulo Tupynambá / Agência Senado