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01/09/2010
Pesquisa aponta que corrupção é inaceitável para eleitor

Uma das maiores marcas das eleições de 2010 é o debate implícito a respeito do tema corrupção na política. Impulsionado pela aprovação da Lei da Ficha Limpa, a sociedade reiteradamente tem demonstrado o seu descontentamento com políticos desonestos. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa realizada pelo DataSenado, na qual 88% dos entrevistados afirmaram que a corrupção é inaceitável mesmo que o político tenha feito um bom governo.

Embora individualmente se considerem vigilantes da atuação e do histórico dos candidatos, a maioria dos brasileiros não acredita que a população como um todo esteja atenta a isso, nem que leve em consideração a vida pregressa dos candidatos na hora de decidir o seu voto. Enquanto 88% dos entrevistados afirmaram que não votariam em candidatos condenados pela Justiça, mesmo se a Lei da Ficha Limpa não existisse, 64% dos respondentes acreditam que a população de forma geral não teria esse cuidado e seria capaz de votar em candidatos “ficha suja”.

A desconfiança na capacidade de discernimento da sociedade para eleger seus representantes está mais presente entre os jovens, 73% na faixa de 16 a 19 anos, e 75% na faixa de 20 a 29 anos, e diminui com o aumento da idade do respondente, caindo a 45% entre a população com mais de 60 anos.

Embora seja alvo freqüente de críticas, a possibilidade de reeleição foi apoiada por 66% dos participantes, ou seja, dois terços da população afirmaram ser a favor de um novo mandato para o mesmo político. Declararam-se contrários à reeleição mais de 20% dos entrevistados. Destes, 48% disseram ser contra uma nova eleição dos candidatos que já ocupam cargos públicos por acreditarem que é preciso haver maior alternância no poder.

Em relação ao financiamento das campanhas políticas, 21% dos respondentes disseram concordar que haja apenas financiamento público – menos da metade dos que disseram que deve haver somente dinheiro privado nas campanhas eleitorais, 49%.

A pesquisa também procurou saber se o eleitor brasileiro iria às urnas nas eleições de outubro se o voto não fosse obrigatório no país, e descobriu que 62% exerceriam seu direito de votar nas eleições de 2010 mesmo se o voto fosse facultativo. A Região Sul apresentou maior porcentagem de habitantes afirmando que votariam mesmo se o voto não fosse obrigatório (68%), enquanto os moradores da Região Norte mostraram-se os menos engajados, com 57% de respostas confirmando o voto mesmo sem obrigatoriedade.

O levantamento do DataSenado ouviu 1.315 cidadãos maiores de 16 anos, com acesso a telefone fixo, em 119 municípios, de todas as regiões, incluindo todas as capitais, entre os dias 12 e 24 de agosto de 2010. A margem de erro da pesquisa é de 3% e o nível de confiança è de 95%.


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