Goiânia,
a ousadia necessária
Lúcia
Vânia
Aos
70 anos, Goiânia é motivo de
orgulho para todos nós, goianos. Nossa
cidade ultrapassou a condição
de centro político e econômico
de Goiás, transformando-se em um dos
principais pólos de desenvolvimento
de todo o Centro-Oeste.
Mais
do que uma vontade política, Goiânia
era necessária. A construção
da capital foi uma ousadia, se considerarmos
as dificuldades para transferir uma cidade
em plena década de (19)30 e na vastidão
do cerrado.
Obra
de muitos, Goiânia nasceu da determinação
de pessoas como Pedro Ludovico, responsável
por transformar em atos a idéia mudancista.
Mas não podemos esquecer da legião
de pioneiros, migrantes e imigrantes que
deram o ritmo e a forma da cidade.
Estado
agrário, Goiás não contava
com uma classe operária para construir
a nova capital. Sem trabalhadores especializados,
a opção foi o recrutamento
de mão-de-obra no Rio de Janeiro,
São Paulo, Minas Gerais, Bahia, e
até na Europa e Oriente Médio.
Goiânia
nascia, assim, sob o signo da convergência
de esforços, com a vocação
da modernidade, que se somou às tradições
rurais do Estado, ainda hoje tão presentes.
Temos
mais de um milhão de habitantes e,
por conseqüência, alguns problemas
sociais e de infra-estrutura urbana se acumularam
com o crescimento acelerado. Mas conseguimos
manter nossa vocação de cidade-jardim,
preservando ou criando novos canteiros, jardins
e parques.
A
vitalidade do turismo é outro aspecto
a destacar, em especial o turismo de eventos.
Por todas as facilidades e atrativos que
oferece, incluindo uma excelente rede hoteleira
e um dos mais modernos centros de convenções
do País, a capital goiana tem sido
escolhida como local de realização
de congressos que movimentam outros negócios
no setor de serviços, com impacto
positivo na geração de empregos
e recolhimento de impostos.
No
que se refere à infra-estrutura urbana,
a ampliação do tratamento de
esgoto, que até hoje atinge apenas
7% do total coletado, corresponde a antiga
reivindicação da população
e deverá mudar com a inauguração
da Estação de Tratamento de
Esgoto de Goiânia (ETE), para a qual
tive a honra de ter ajudado a obter recursos.
Da mesma forma, trabalhamos juntos, bancada
goiana e governo, para garantir a barragem
do Ribeirão João Leite, capaz
de assegurar o abastecimento de água
da capital até 2025.
Goiânia
oferece outros exemplos de que governo e
oposição podem manter uma relação
respeitosa em benefício da população.
O PSDB, na administração do
Estado, sempre teve consciência do
seu papel, tanto no governo quanto no Congresso,
quando o assunto é a cidade de Goiânia.
Tanto que o PT, na administração
de Goiânia, continuou recebendo do
governo do PSDB a mesma atenção
aos projetos desenvolvidos em parceria com
a prefeitura. Um exemplo para o Governo Federal,
que ao contrário, impede qualquer
contribuição que parlamentares
da oposição tentam fazer nas
reformas por intermédio das emendas.
Acima
dos interesses partidários encontra-se
o sentimento do povo goiano, orgulhoso da
capital que construímos ao longo de
sete décadas e que queremos ver cada
vez mais desenvolvida e progressista, sem
perder sua identidade, seu verde e suas tradições.
Publicado
no Diário da Manhã |