EM
NOME DO CENTRO-OESTE
* Lúcia Vânia
A
recriação da Superintendência
de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) é tema
que não pode mais ser protelado. Nossa
região já provou ter todo um
potencial de desenvolvimento à espera
de ações concretas por parte
do governo.
Por esse motivo, a realização de encontro dia 25, em Brasília,
promovido pela Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste, órgão
do Ministério da Integração Nacional, para marcar o início
da recriação da Sudeco, merece total apoio.
Estão sendo convidados os governadores de Goiás, Mato Grosso,
Mato Grosso do Sul e Distrito Federal; os presidentes do Senado Federal e da
Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar do Centro-Oeste e lideranças
políticas e empresariais da Região.
O que torna o evento ainda mais significativo é o convite aos ministros
da Integração Nacional, Ciro Gomes e da Casa Civil, José Dirceu.
Depois de tanto empenho, reuniões e expectativas, o Centro-Oeste parece
ver confirmadas suas esperanças de ter um órgão capaz
de desenvolver ações voltadas para seu desenvolvimento.
Sacramentada a proposta, é preciso chegar-se a um consenso sobre o que
se pretende com a estrutura que será reativada. Nesse sentido concordo
com as afirmações do presidente da Agência de Fomento de
Goiás, José Taveira Rocha. Segundo ele, o Centro-Oeste não
precisa de uma Sudeco que venha a pulverizar recursos pela região e,
sim, que fomente a produção e promova a infra-estrutura necessária
para escoar esta mesma produção, capaz de agilizar e atuar com
competência no processo de desenvolvimento da região.
Cito, como exemplos, o Fundo do Centro-Oeste e o Fundo de Desenvolvimento Energético,
cujos valores devem ser destinados à construção do gasoduto,
das usinas hidrelétricas de pequeno porte e ao programa Luz para Todos.
Caberia, ainda, à Superintendência, gerenciar o Fundo de Irrigação,
que carece de um planejamento regional e que tem sido responsável apenas
por três projetos: Flores de Goiás, Luiz Alves e Três Barras.
Além desses instrumentos geradores de recursos para o Centro-Oeste,
já criados por projetos de lei do Congresso Nacional, existem outras
fontes a serem maximizadas, como o BNDES, o crédito agrícola
e o Pronaf (agricultura familiar), capazes de oferecer a infra-estrutura necessária
para o salto de qualidade ao desenvolvimento já auspicioso da região.
No Senado, vem atuando, desde 2003, a Frente Parlamentar do Centro-Oeste, presidida
pelo senador Jonas Pinheiro. Foi a mobilização da Frente que
viabilizou acordo na votação da reforma tributária, evitando
perdas substanciais para o Centro-Oeste.
De minha parte, já tenho pronta para encaminhar ao senador Jonas Pinheiro,
proposta de criação de grupo de trabalho formado por técnicos
indicados pelos senadores que compõem a Frente.
Sua missão será analisar os principais pontos que devem ser debatidos
no âmbito do Congresso Nacional visando a recriação da
Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste.
Estou sugerindo, a princípio, que se discuta para a nova Sudeco condicionantes
funcionais e estruturais. Entre elas estão: agilidade, autonomia e recursos
suficientes para iniciar e dar andamento aos projetos sem solução
de continuidade; estrutura mínima necessária, para evitar utilização
de recursos indevidamente.
Proponho, ainda, levantar o montante de recursos que poderão ser alocados
para o órgão ainda em 2004, avaliando, inclusive, o impacto da
reforma tributária em andamento.
Nesse sentido, além dos recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste
(FCO), podemos buscar outras fontes tais como: recursos externos, parcerias
público-privadas, créditos agrícolas, CIDE, fundo energético,
BNDES e Fundo de Desenvolvimento Regional.
Auguramos, assim, que a reunião do dia 25 tenha reais reflexos para
o desenvolvimento do Centro-Oeste, coroando os esforços despendidos
até agora e unindo as forças políticas, sociais e empresariais
para que a Região ocupe o lugar que merece no país.
*Senadora
(PSDB-GO), integrante da Frente Parlamentar
do Centro-Oeste e presidente da Comissão
de Assuntos Sociais
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