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O Senado no Segundo Reinado Voltar para página anterior   Avançar para próxima página

A Adoção da Prática Parlamentarista Inglesa

No Segundo Reinado, o Senado ganhou maior distinção. O próprio Dom Pedro II dizia que, se não fosse monarca, gostaria de ser senador. Marcante foi a adoção da prática parlamentarista inglesa, em 1847, com a criação do cargo de Presidente do Conselho de Ministros – equivalente a Primeiro-Ministro –, indicado pelo Imperador com a atribuição de formar o Ministério a ser submetido à Câmara dos Deputados. O cargo foi quase sempre ocupado por senadores.

A Melhora da Situação Econômica Brasileira

Duas iniciativas de senadores trouxeram grande benefício para as finanças nacionais. Em 1844, a primeira tarifa protecionista brasileira, que também extinguiu privilégios de nações favorecidas – inclusive os da Inglaterra, país mais poderoso na política internacional. E as reformas tributárias de 1850-60, que reduziram os impostos de exportação, aumentaram os de importação e remodelaram outras cobranças.

Também foram senadores, à frente do Ministério da Fazenda e do Conselho de Ministros, os principais responsáveis pela diminuição do déficit público, pela busca de meios para manutenção da paridade da moeda com o ouro e pela rolagem da dívida interna e externa.

A Importância da Experiência Política do Senado

Em 1852, no Senado foi proposta a criação de nova Capital do Império no centro do Brasil. A transferência da sede do poder central – idéia originalmente defendida por José Bonifácio em 1823 – só viria a ocorrer cem anos depois, com a fundação da cidade de Brasília em 21 de abril de 1960.

José Bonifácio Projeto de Criação da Nova Capital
 

A experiência política do Senado do Império se destacou ainda em questões de relacionamento externo. Ela foi fundamental na solução da longa desavença entre o Brasil e a Inglaterra acerca da questão do tráfico de escravos, nas disputas contra o Uruguai e a Argentina e na assinatura com o Paraguai, em 1844, de um tratado de aliança, comércio, navegação e limites.

A Guerra do Paraguai;
O Conselho de Estado no Sistema de Contrapesos da Monarquia

Apesar de haver sido outrora pioneiro no reconhecimento da independência paraguaia, o Brasil assinou com a Argentina e o Uruguai, em 1865, o Tratado da Tríplice Aliança contra o Paraguai – país que havia bloqueado o trânsito internacional na Bacia do Prata. O Senador Duque de Caxias assumiu a chefia das operações militares por determinação do Presidente do Conselho de Ministros, Senador Zacharias de Góes e Vasconcellos.

Batalha do Avaí

Em várias situações até o final da Guerra do Paraguai, o Conselho de Estado, composto basicamente por senadores (entre eles, os marqueses de Sapucaí e de Olinda e os viscondes de Abaeté e do Rio Branco) e sob a presidência do próprio Imperador, foi chamado a exercer suas atribuições no sistema de contrapesos da Monarquia, tal como na solução da séria crise Caxias–Zacharias, que resultou na queda do Gabinete Ministerial.

Bandeira do Império Parecer do Conselho de Estado