Ao
longo da primeira metade do século XIX, a província da Bahia foi assolada
por agitações provocadas por diversos setores sociais. Entre elas, a Sabinada,
originada em 1837 na cidade de Salvador e que representou um movimento
separatista precedido por largas agitações políticas.
O
movimento tomou toda a Capital, com o apoio de parte das tropas governamentais,
mas não conseguiu o apoio do interior, devido à resistência das forças
legalistas locais. Terminou no ano seguinte, devido ao cerco da cidade
por terra e por mar pelas tropas militares enviadas pelo governo central.
Participaram
da revolta inúmeros setores da sociedade, principalmente a classe média
- jornalistas, comerciantes e professores - unidos em torno de um ideal
republicano.Suas
motivações refletiram a tendência geral das províncias brasileiras durante
o período da Regência: negar a autoridade instituída e os presidentes
escolhidos para o governo provincial.
A
Sabinada, liderada por Sabino Rocha Vieira, destacou-se pela visualização
de um separatismo provisório; a república Bahiense existiria somente até
a maioridade de D. Pedro II. A
guerra civil fez centenas de vítimas, entre revoltosos e legalistas, e
milhares de prisioneiros. Seu líder foi preso e desterrado para a província
de Mato Grosso, onde veio a falecer.
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