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A
Abertura Política
A presidência
do General Ernesto Geisel (1974-1979) caracterizou-se pela abertura política.
Vinha o grupo militar dominante mantendo-se no poder preservando as características
essenciais do regime, mascarando o seu caráter autoritário e repressivo.
Houve o término da repressão policial, a liberalização do sistema eleitoral,
permitindo-se a formação de novos partidos, a eliminação parcial da censura
à imprensa, a suspensão dos atos institucionais e a anistia dos presos
políticos.
A
Lei Falcão
Após
a derrota nas eleições legislativas de novembro de 1974, o Governo baixou
decreto, apelidado de Lei Falcão, elaborado pelo Ministro da Justiça,
Armando Falcão, limitando drasticamente o acesso de candidatos ao rádio
e à televisão, com o fim de evitar mais uma vitória oposicionista nas
eleições municipais de 1976.
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A morte do jornalista Vladimir Herzog e do
operário Manuel Fiel Filho, presos no DOI-CODI do II Exército, em São
Paulo, acelerou o processo de redução da atuação dos organismos repressivos,
a partir de 1976.
O
Pacote de Abril;
A Figura do Senador Biônico
Em 1977, o MDB conseguiu rejeitar, no Congresso Nacional, um projeto de reforma judiciária apresentado pelo Governo, tendo este fechado o Legislativo, aprovado a reforma por decreto e editado o chamado Pacote de Abril, um conjunto de esdrúxulas medidas eleitorais, instituindo a figura do senador biônico, a ser eleito, não pelo povo, mas por um Colégio Eleitoral, que tinha a maioria de seus membros oriundos do partido governamental – a ARENA. Deste modo, a abertura de Geisel pôde ser levada até o final de seu governo, com a revogação, em janeiro de 1979, do AI-5. O sucessor do Presidente Ernesto Geisel foi o General João Batista de Figueiredo, ex-Chefe do SNI e da Casa Militar do Governo Médici, que tomou posse em março de 1979, com mandato até 1985.
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