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O Senado e o Regime Militar (1) Voltar para página anterior   Avançar para próxima página

O Comício da Central do Brasil;
"A Marcha da Família com Deus pela Liberdade"

No dia 13 de março de 1964, foi realizado um grande comício em frente à estação da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em favor das reformas preconizadas por Jango, com a presença de tanques e soldados, que garantiam a realização da manifestação.

Em contrapartida, os conservadores reagiram, realizando em São Paulo a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", que reuniu cerca de 300.000 pessoas. Marcha da Família

A Revolta dos Marinheiros

A seguir, no Rio, o cabo José Anselmo liderou o motim dos marinheiros, sendo estes impelidos a insubordinar-se contra as unidades da Marinha. Este motim, na realidade, precipitou a queda de Jango, com a quebra da hierarquia militar.

O Golpe de 31 de Março

Na noite de 31 de março, os Generais Luís Guedes e Mourão Filho (oficial este que criara o falso Plano Cohen em 1937) sublevaram a guarnição de Minas Gerais.

A rebelião, longamente preparada, expandiu-se rapidamente, conduzida pelo General Castelo Branco, Chefe do Estado-Maior do Exército, e com o apoio civil dos Governadores Magalhães Pinto, de Minas Gerais; Carlos Lacerda, da Guanabara; e Ademar de Barros, de São Paulo.

Magalhães Pinto cumprimenta Mazzili
 

Com a recusa de Jango em oferecer resistência armada e o precário esquema militar do Governo, o movimento tornou-se vitorioso em todo o Brasil, em apenas quarenta e oito horas, culminando com o abandono e exílio do Presidente no Uruguai. Sucumbia a Quarta República e a democracia brasileira entrava num longo recesso.

O O Ato Institucional N° 1 e a Ditadura

Os primeiros meses do novo regime caracterizaram-se pela violência e prisões arbitrárias, demissões em massa de funcionários civis e militares, cassações de mandatos e abusos de autoridade. Em pouco mais de um ano, os militares, assessorados pelos tecnocratas, proclamaram-se tutelares absolutos do poder, adotando um modelo político-econômico fundamentado na ditadura política e no crescimento acelerado da economia. Foram realizados vultosos empréstimos no exterior e promoveu-se intervenção exacerbada do Estado na economia, pois a palavra de ordem era crescer celeremente. O período de apenas seis meses (09-04 a 09-10-64) estipulado pelo Ato Institucional n.º 1, que conferia poderes excepcionais ao Governo, foi extrapolado, o regime endureceu paulatinamente, fazendo com que o grupo militar-tecnocrático que se estabeleceu no Governo transformasse o que seria um período de transição num regime ditatorial duradouro e violento.

Costa e Silva