Página Inicial
O Senado e o Golpe do Estado Novo Voltar para página anterior   Avançar para próxima página

O Plano Cohen

A campanha eleitoral para as eleições de 1938, previamente marcada, desenvolveu-se a partir de janeiro de 1937, com o lançamento da candidatura de Plínio Salgado, e posteriormente com a candidatura de Armando de Sales Oliveira, ex-governador de São Paulo, apoiado pela União Democrática Brasileira, ambos candidatos oposicionistas a Getúlio Vargas, que lançou como candidato da situação o ex-ministro José Américo de Almeida. A forte repressão policial inibia a campanha eleitoral, ficando no ar que o estabelecimento da ditadura era questão do momento. Com a neutralização de alguns líderes estaduais, em 1936 e 1937 - Juraci Magalhães, na Bahia, Lima Cavalcanti, em Pernambuco, e Flores da Cunha, No Rio Grande do Sul -, e a publicação nos jornais, em 30 de setembro de 1937, de que o Estado-Maior do Exército descobriu um plano comunista - o famoso Plano Cohen - para a tomada do poder, preparava-se o terreno para a deflagração do golpe.

Armando de Sales Oliveira O Centralismo
 

O Estado de Guerra

Com apoio incondicional dos Generais Góis Monteiro, Chefe do Estado-Maior do Exército, e Eurico Gaspar Dutra, Ministro da Guerra, Getúlio Vargas, sob alegação de que o País estava na iminência de ser controlado pelos comunistas, conseguiu a decretação, mais uma vez, no Congresso, do "estado de guerra", e em 10 de novembro de 1937 desfechou o golpe, aceito de maneira submissa, sem resistência.

O "Nascer da Nova Era" (O Início da Ditadura)

O Congresso foi fechado e Getúlio fez um pronunciamento pelo rádio, anunciando o "nascer da nova era" e outorgando uma nova Constituição, previamente elaborada e de cunho nitidamente autoritário e fascista. Era, na verdade, o início da ditadura, que perdurou até 1945, período intitulado de Estado Novo, com um regime de governo que funcionou sem qualquer instituição parlamentar em atividade.

Vargas lê a nova Constituição Comemoração do Dia do Trabalho