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Palácio do Conde dos Arcos - Primeira Sede do Senado
Com a queda da Monarquia, o Paço do Senado passou a ser enjeitado e visto como desagradável lembrança do regime derrubado. Os eleitos para a Assembléia Constituinte, em setembro de 1890, também não quiseram se reunir nas antigas sedes do Senado nem da Câmara dos Deputados, sendo as sessões preparatórias celebradas no edifício do Cassino Fluminense, hoje Clube dos Diários, à rua do Passeio.
O Congresso
Nacional foi instalado no dia 15 de novembro de 1890, no edifício da Quinta
da Boa Vista que havia servido de residência imperial. Mas o Senado voltou
tempos depois para o Palácio do Conde dos Arcos, apesar da constante má
vontade dos senadores, externada em constantes discursos e conversas sobre
as péssimas instalações do prédio que já não comportava simples adaptações
nem reformas.
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Havendo
sido infrutífera a tentativa de herdar o Palácio Monroe, construído no
final da Avenida Central para sede da 3ª Conferência Pan-Americana em
1906, o Senado decidiu, em 1919, acatar o parecer de engenheiros pela
quase que total reconstrução e ampliação do prédio. Como a área da chácara,
outrora pertencente ao Senado, havia sido ocupada por outras edificações,
terrenos e casas foram desapropriados e um trecho da rua do Areal teve
seu alinhamento modificado, dando espaço a uma praça semicircular e ao
novo edifício do Senado Federal. O Palácio foi aumentado e ganhou nova
fachada, avançando pela Praça da República (outrora Campo da Aclamação)
e entrando pela rua Moncorvo Filho (outrora rua do Areal).
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Finalmente, em 1925, o Senado mudou-se definitivamente para o Palácio Monroe, na Avenida Rio Branco (antiga Avenida Central). Ameaçado de demolição, o antigo Palácio do Conde dos Arcos acabou sendo ocupado por outras repartições públicas, até ser ocupado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que lá permanece até hoje.
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