MACHADO DE ASSIS, Joaquim Maria (1839-1908)    Voltar para página anterior

De origem humilde, nasceu no Rio de Janeiro em época de grande discriminação. Mestiço, vendedor de doces, aprendiz de tipógrafo, pobre, conseguiu destacar-se, sendo considerado o maior nome da literatura brasileira. Dominou todos os gêneros literários: teatro, poesia, crônica, conto, crítica, romance. De tipógrafo a redator e assistente de diretor do Diário Oficial, trabalhou em jornais e revistas do Rio de Janeiro.

Foi fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. Casou com uma portuguesa, Carolina de Novais, em 1869. Por intermédio dela conheceu os clássicos portugueses e ingleses. A ela dedicou seu mais famoso soneto – A Carolina.

Suas primeiras obras foram inspiradas no romantismo. A partir de 1881, teve no realismo sua fase áurea. Da primeira época, destacam-se: Ressurreição, A mão e a Luva, Helena, Iaiá Garcia. Da fase realista: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e o livro da saudade – Memorial de Aires – publicado no ano em que morreu.

 
Reconhecido por grandes nomes da literatura européia, foi outro ilustre brasileiro, Rui Barbosa, quem lhe fez o epitáfio. Coelho Neto, em 1926, fez um apelo à Nação para que fosse erigido um monumento em sua honra e que hoje se encontra junto à A.B.L., "para que o desaparecido da terra voltasse à superfície da vida ressurgido em glória".