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De
origem humilde, nasceu no Rio de Janeiro em época de grande discriminação.
Mestiço, vendedor de doces, aprendiz de tipógrafo, pobre, conseguiu
destacar-se, sendo considerado o maior nome da literatura brasileira.
Dominou todos os gêneros literários: teatro, poesia, crônica, conto,
crítica, romance. De tipógrafo a redator e assistente de diretor
do Diário Oficial, trabalhou em jornais e revistas do Rio de Janeiro.
Foi
fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.
Casou com uma portuguesa, Carolina de Novais, em 1869. Por intermédio
dela conheceu os clássicos portugueses e ingleses. A ela dedicou
seu mais famoso soneto – A Carolina.
Suas
primeiras obras foram inspiradas no romantismo. A partir de 1881,
teve no realismo sua fase áurea. Da primeira época, destacam-se:
Ressurreição, A mão e a Luva, Helena, Iaiá Garcia. Da fase realista:
Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú
e Jacó e o livro da saudade – Memorial de Aires – publicado no ano
em que morreu.
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