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Acentua-se
o Enfraquecimento da Monarquia; A descrença nas instituições monárquicas propagava-se não só na Câmara dos Deputados mas também no Senado. Este, embora constituísse a principal força de resistência monárquica à República, não trocara sua independência por cumplicidades vitalícias. A substituição dos mandatos vitalícios por temporários, à medida que falecessem os senadores, acabou aceita pelo derradeiro Ministério monárquico. Os últimos conselhos de ministros, presididos pelos senadores Barão de Cotegipe (1885–88), Conselheiro João Alfredo (1888) e Visconde de Ouro Preto (1889), que não haviam sido capazes de assimilar a Questão Religiosa, as reformas eleitorais e a perda do apoio dos senhores rurais e da aristocracia escravista, ainda viveriam a crise da Questão Militar. O Exército passou a contestar o Governo, insatisfeito com a marginalização política dos militares imposta pelos políticos civis e com a redução drástica dos efetivos e do orçamento desde a Guerra do Paraguai. Incidentes militares se transformaram em casos políticos, debatidos inclusive no Senado. Não conseguindo mobilizar a maioria da população, principalmente a rural – majoritária e ainda simpática ao Império – os partidários da Monarquia viram-se privados da capacidade de resistir e de contra-atacar. Ruíam as importantes colunas de apoio ao Império.
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No final da Monarquia, o próprio presidente do último Conselho de Ministros, Senador Visconde de Ouro Preto, insistia ser "escárnio dizer-se que se rege o Brasil pelo sistema representativo, com apenas 150 mil eleitores para uma nação de 13 a 14 milhões de habitantes". A Derrubada de Dom Pedro II e da Dinastia de Bragança A intensa propaganda que idealistas republicanos fizeram, desde 1870, por meio das tribunas parlamentares e da imprensa, já havia produzido frutos entre civis e militares. A República veio, finalmente, a ser proclamada em 15 de novembro de 1889, tirando do poder Dom Pedro II e a dinastia de Bragança. Seus líderes foram os outrora oficiais inferiores na Guerra do Paraguai, já oficiais decanos, como Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e Benjamim Constant.
Curiosamente, a última sessão do Senado foi realizada na manhã do dia 16 de novembro. Os senadores só sabiam da queda do Império através dos jornais, até que o plenário foi ocupado por sentinelas armadas. Os primeiros cassados pela intervenção anticonstitucional foram os parlamentares imperiais, entre eles, a primeira senadora, Princesa Isabel.
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