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O Senado e a Queda da Monarquia (1) Voltar para página anterior   Avançar para próxima página

Os Sinais Evidentes do Enfraquecimento da Monarquia

As eleições de 1860 foram um golpe na oligarquia representada no Senado. O enfraquecimento da Monarquia começava a evidenciar-se. Mais adiante, em 1868, quando do ultimato do comandante-em-chefe na Guerra do Paraguai ao presidente do Conselho de Ministros e conseqüente queda do Gabinete Ministerial, a pressão militar sobre o Governo acabou por confrontar o estamento monárquico com o Exército. Observe-se que, nessa época, os ministros das pastas militares foram quase todos parlamentares civis. Os republicanos passaram a explorar a brecha, infiltrando-se nos quartéis.

Família Imperial D. Pedro II

Rui Barbosa, federalista e republicanista, reconheceria o mérito da resistência senatorial à intervenção militar, preservando o conceito do Senado e evitando o unicameralismo proposto por alguns.

 

O Manifesto do Centro Liberal e o Manifesto Republicano

Em 1869 e 1870, o Manifesto do Centro Liberal e o Manifesto Republicano exigiram maior legitimidade da representação do País com a supressão da vitaliciedade do Senado e do Conselho de Estado e melhor ponderação e recíproca influência das duas câmaras do Poder Legislativo. Muitos dos signatários eram senadores.

A Questão Religiosa

Logo adiante, a Igreja Católica passou a desprezar a Monarquia, contrariada com a submissão da Igreja ao Estado e com a prisão, em 1874, dos Bispos de Olinda e Belém do Pará por desobediência ao Governo (motivada pela bula papal censurando a maçonaria e que não fora aprovada pelo Imperador). Na Questão Religiosa, três senadores muito se destacaram: o Visconde do Rio Branco, primeiro-ministro que condenou os bispos, Cândido Mendes, defensor judiciário dos bispos, e o Duque de Caxias, primeiro-ministro que anos depois lhes concedeu a anistia.

Convenção de Itu Bula Papal