Rio de Janeiro     Voltar para página anterior

A cidade do Rio de Janeiro sempre possuiu um papel político-administrativo essencial no desenvolvimento da História do país. Ela foi, sucessivamente, importante cidade colonial portuguesa, entre 1567 e 1608; capital de um dos governos gerais do Brasil, de 1608 a 1762; capital do Vice-Reino Português de 1762 a 1808; capital do Reino Unido de Portugal, de 1815 a 1822; capital do Império brasileiro de 1822 a 1889; e, finalmente, capital da República de 1889 a 1960.

 
Após a proclamação da República, a cidade continuou a ser a capital administrativa do país, conforme determinou o artigo 2° da carta constitucional de 1891. Todavia, a área correspondente ao Distrito Federal organizou-se de forma autônoma, reconhecida pela Lei Orgânica de 20 de setembro de 1892.

Em relação ao poder legislativo local, houve a extensão da bicameralidade federal ao âmbito estadual, vigente até a Revolução de 1930. O senado do estado do Rio de Janeiro teve como um dos representantes mais ilustres o jornalista Quintino Bocaiúva, o mais ativo dos republicanos históricos, responsável pela união entre o grupo revolucionário civil e militar. Eleito por quatro vezes senador pelo estado (1890, 1892, 1900 e 1909), Bocaiúva exerceu também as funções de Ministro das Relações Exteriores do Governo Provisório de Deodoro da Fonseca (1889 a 1891) e Presidente do Estado do Rio de Janeiro (1900). Foi o político carioca mais influente da 1ª década da república, como Rui Barbosa o foi para a Bahia. "Quintino estava para o eleitorado fluminense como Rui para o baiano".