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Após a proclamação da República, a cidade continuou a ser a capital administrativa do país, conforme determinou o artigo 2° da carta constitucional de 1891. Todavia, a área correspondente ao Distrito Federal organizou-se de forma autônoma, reconhecida pela Lei Orgânica de 20 de setembro de 1892.
Em relação ao poder legislativo local, houve a extensão da bicameralidade federal ao âmbito estadual, vigente até a Revolução de 1930. O senado do estado do Rio de Janeiro teve como um dos representantes mais ilustres o jornalista Quintino Bocaiúva, o mais ativo dos republicanos históricos, responsável pela união entre o grupo revolucionário civil e militar. Eleito por quatro vezes senador pelo estado (1890, 1892, 1900 e 1909), Bocaiúva exerceu também as funções de Ministro das Relações Exteriores do Governo Provisório de Deodoro da Fonseca (1889 a 1891) e Presidente do Estado do Rio de Janeiro (1900). Foi o político carioca mais influente da 1ª década da república, como Rui Barbosa o foi para a Bahia. "Quintino estava para o eleitorado fluminense como Rui para o baiano".
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